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domingo, 5 de agosto de 2012

OLIMPÍADAS LONDON 2012 - Basquetebol Masculino - EUA vence sem brilho



OLIMPÍADAS LONDON 2012 - Basquetebol Masculino - 

EUA vence sem brilho
Por Giliarde Maciel Feitosa
05 de Agosto de 2012
Apesar de ter batido todos os recorde em uma só partida em jogos olímpicos  Frente a Nigéria marca de 156 pontos esperava-se um outro massacre frente a Lituânia mas tudo ocorreu fora da normalidade que o time americano imaginou que pudesse ocorrer. Em um jogo difícil com alternância no placar para ambas as equipes a Lituânia provou que o time americano de basquete masculino não é imbatível e deixou lições que poderão ser aproveitados para os futuros adversários americanos na Olimpíadas.  O placar final ficou EUA 99 x 94 Lituânia diferença de cinco pontos para os americanos, o ponto positivo para os adversários dos EUA é que faltando 2 minutos finais  a diferença no placar era mínima até aparecer um tal de LeBron James fazer 9 pontos nos minutos finais e decidir a partida a favor dos EUA.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ODONTOLOGIA DESPORTIVA X PERFORMANCE FÍSICA


Odontologia Desportiva x Performance Física

Publicação dia 31 de agosto de 2011.

Por Giliarde Maciel Feitosa.


Jorge Vieira de Mello Leite*

Giliarde Maciel Feitosa*

Felipe Augusto Simões Piacesi de Souza*

José Carlos Pereira Pedrosa*
Luca Lameira Antunes*


Ricardo Bezerra**



* Alunos do curso de Educação Física da Universidade Católica de Brasília – UCB
** Professor orientador – Mestre em Educação Física – Professor da Universidade Católica de Brasília (UCB) – UCB – DF – Brasil.

*** Ano: 31 de Maio de 2007.


Resumo


O objetivo deste trabalho é relacionar os principais aspectos odontológicos aos esportes, compreendendo também a importância das orientações dos profissionais de educação física aos atletas de diversas modalidades na busca pelos cuidados bucais. A saúde bucal afeta diretamente o desempenho dos atletas em treinamentos e competições, sendo necessária intervenção integrada entre várias áreas da saúde no ambiente desportivo, como odontologia, medicina e educação física, gerando alternativas para o bom rendimento na vida profissional dos competidores.


Palavras-Chave: odontologia desportiva, performance física, rendimento esportivo.


Abstract – The main goal of this paper is to relate orthodontist health care to the practice of sports, also including the importance of professional orientation for athletes of all fields in the search for adequate buccal health care. Buccal health directly affects athletes' performances in trainning as well as competitions, being necessary integrated intervention between different medical areas of study between different health related fields, such as orthondontic, medicine and physical education (PE), producing alternatives for the betterment of athletic performance.


Descriptors: dentistry sports, body performance and athlete’s results.



1 Introdução

Em todos os esportes de alto rendimento, os atletas profissionais buscam sempre mais alternativas para conquistar vitórias, quebrar recordes e obter superação. Para atingir essas metas, o organismo do atleta deve apresentar condições perfeitas de funcionamento, com seus músculos respondendo imediatamente ordens do comando cerebral e sua saúde excelente, atingindo os objetivos com precisão. Com uma saúde bucal apropriada, o organismo funcionará melhor e com mais eficiência, pois diversos estudos apresentam as condições bucais influenciando em repercussões sistêmicas. A respiração bucal reduz a capacidade aeróbica dos atletas em atividades físicas e os processos infecciosos da cavidade bucal podem espalhar-se para o restante do corpo. Existem diversas bactérias de infecções bucais que buscam lesionar as articulações, criando problemas para o atleta, sem que ele saiba a origem. Outra questão relevante é a administração correta de substâncias e medicamentos em tratamentos odontológicos, que não interfiram nos resultados de exames antidoping.

Para conscientizar os atletas sobre a importância da boa saúde bucal, profissionais de educação física e dirigentes desportivos devem atuar em conjunto com outros profissionais na área de saúde formando uma equipe multidisciplinar, aconselhando e orientando seus atletas profissionais sobre higiene bucal e visitas periódicas ao dentista, proporcionando aos mesmos, saúde e longevidade na carreira esportiva. A odontologia é uma área multidisciplinar de grande valor para os atletas profissionais de todas as modalidades. Entretanto, há escassez significativa de pesquisas e estudos objetivando alterações na performance física decorrentes de problemas odontológicos, dificultando a utilização do conhecimento odontológico como prevenção ou profilaxia no âmbito esportivo.

Objetivo: o estudo busca demonstrar a importância da odontologia desportiva na vida dos atletas profissionais de diversas modalidades, auxiliando-os a atingir boas performances.



2 Odontologia desportiva

A odontologia é a ciência que promove a manutenção de todo o sistema estomagnático (SEQUEIRA, 2005) (COELHO, 2004). A odontologia desportiva é uma nova área, que busca desenvolver e manter as condições físicas ideais dos atletas (DIAS, SILVA & COTO, 2005), detectando mudanças na cavidade oral que podem comprometer a performance do indivíduo (MOURA, 2004). É uma área multidisciplinar que colabora na identificação de problemas bucais com repercussões sistêmicas, orientando atletas e interessados sobre a necessidade de sua ampliação (ROSA et al, 1999). Existem alguns registros comprovando as influências da odontologia desportiva desde as Olimpíadas de Los Angeles em 1932, como a inclusão de vários cirurgiões-dentistas nas delegações, trabalhando em conjunto com os profissionais da educação física, oferecendo mais recursos para os atletas de alto rendimento (CASADIO, 2005). O pioneiro no mundo futebolista da odontologia desportiva foi o Dr. Mário Trigo Loureiro, dentista da seleção brasileira de futebol em 1958, comprovando a importância da integração das áreas de saúde (ROSA COSTA & ZAGALLO, 1999). A odontologia desportiva no Brasil é recente, sendo iniciada com o interesse de dois dentistas em conciliar odontologia e educação física, há pouco mais de seis anos. José Carlos Teixeira Winther e César Augusto Bertini Donadio foram os responsáveis pela participação mais efetiva dessa área no cenário brasileiro desportivo. Em 1998 foi fundada a Associação Brasileira de Odontologia Desportiva (ABRODESP), fundada e presidida atualmente pelo cirurgião bucomaxilofacial César Augusto Donadio. Outro exemplo da importância da odontologia desportiva ocorreu em 1992, nas Olimpíadas de Barcelona. Um dos cinco maratonistas favoritos ao título obteve um resultado inexpressivo após quatro anos de treinamento, pois teve um dente extraído na véspera da maratona (CASADIO, 2005). Esse atleta em seus quatro anos de treinamento, não procurou atendimento odontológico por falta de informação. Nesse momento, entra a intervenção do profissional de educação física e do treinador orientando seus atletas sobre o comprometimento com a higiene bucal e visitas periódicas ao dentista (SEQUEIRA, 2005). A comissão técnica e os profissionais da educação física devem efetuar a ligação do atleta ao cirurgião-dentista, evitando futuras lesões através de diagnóstico precoce e tratamento. Não existe no Brasil, uma especialização para a odontologia desportiva, e essa área ainda não é reconhecida pelo Conselho Regional de Odontologia (MOURA, 2004).


3 Processos infecciosos bucais

O acúmulo de bactérias na cavidade oral gera processos infecciosos bucais que poderão ser determinantes no rendimento esportivo de atletas. A cavidade bucal constitui um complexo ecossistema com mais de 500 espécies bacterianas. (BASCONES, 2004) Os processos infecciosos bucais e a mastigação imperfeita podem ocasionar diversos problemas para a saúde geral do atleta, devendo ser tratados assim que descobertos. Para evitar a ocorrência de infecções bucais, a higiene bucal do atleta deve ser completa e regular, e a necessidade de visitas periódicas ao dentista é formada com orientação e conscientização, os dirigentes e treinadores devem assumir esse papel quando o atleta não tem acesso a essas informações. Os processos infecciosos contribuem em muitos casos para o aparecimento de lesões músculo-esqueléticas, alterações sanguíneas, bactérias participantes da infecção bucal que participando do fluxo sanguíneo do corpo, atacam os locais de compatibilidade estrutural, como determinadas bactérias que alojam-se em válvulas cardíacas, no endocárdio e endotélio, resultando em endocardite bacteriana. A partir da endocardite bacteriana, podem ainda surgir infecções como abscesso miocárdico, miocardite, abscessos em rins, baço e cérebro (DIAS, 2005). A preservação da cavidade bucal do atleta é necessária, pois a mastigação deficiente gera problemas durante o processo digestivo, assim o organismo apresenta uma ineficaz absorção de nutrientes, dificultando a produção de energia necessária para ser utilizada em treinamentos e competições, atrapalhando o desempenho esportivo. A mastigação imperfeita é motivada por ausência de dentes, próteses inadequadas e outros problemas bucais. Essa mastigação em conjunto com os processos infecciosos, pode desencadear o aparecimento de lesões em regiões importantes, como joelhos, tornozelos, músculos, cabeça e coração. Problemas gastrintestinais também podem ter sua origem em problemas na cavidade bucal. (GAFFAR, 2004)

Os atletas de alto rendimento apresentam maiores probabilidades de desenvolver bacteremias em virtude do alto consumo de carboidratos em curtos espaços de tempo, uso de suplementos alimentares e repositores hidroeletrolíticos durante os treinamentos (CASADIO, 2005).


3.1 Processo infeccioso e doenças periodontais

O começo das infecções bucais ocorre, geralmente após longos períodos de tempo da colonização pelo(s) patógeno(s), alterações no pH bucal acarretam na proliferação desses patógenos. Nos últimos anos, é comum encontrar a denominação de placa dentária como biofilme dentário. O biofilme dentário constitui uma estrutura muito organizada, na qual espécies microbianas estão unidas, formando conglomerados em uma matriz de polissacarídeos, resultando em um sistema altamente protetor para as espécies nele residentes. O principal fator provocador que causa a inflamação do tecido gengival é a presença do biofilme bacteriano sobre as interfaces dos dentes e das gengivas. Os produtos das bactérias do biofilme, como as moléculas de lipopolissacarídeos, iniciam uma cadeia de reações no tecido que leva à resposta do hospedeiro e também ao processo destrutivo. A infecção bacteriana que atinge osso, gengiva e ligamento periodontal (fibras que dão suporte ao dente no osso) pode ser denominada como doença periodontal. As mais comuns são gengivite e periodontite, caracterizando processos inflamatórios nocivos. Na gengivite, não existe alteração óssea, inflamando somente a gengiva. Na periodontite, a inflamação poderá levar a perda dos dentes, pois ocorre perda da sustentação óssea. As doenças periodontais são causadas principalmente pelo biofilme dentário, e também podem causar halitose, formando as bolsas periodontais. Essas bolsas acumulam bactérias que se alimentam de proteínas presentes no sulco gengival, da saliva e de carboidratos, gerando compostos orgânicos e sulfurados voláteis responsáveis pelo odor desagradável do hálito. (GAFFAR, 2004)

Cada vez mais, processos inflamatórios e infecciosos bucais têm sido vinculados a processos que afetam tecidos distantes da boca, visto que as gengivas são amplamente vascularizadas, e qualquer distúrbio pode ocasionar exposição de vasos sanguíneos e dos mesmos às bactérias ali presentes. Uma conseqüência deste processo inflamatório é a ulceração do epitélio sulcular gengival que permite a translocação bacteriana do sulco para a corrente sanguínea caracterizando uma bacteremia transitória. (SCANNAPIECO, 2004)


3.2 Bacteremias

Bacteremia é um pico de bactérias presentes no sangue advindas da cavidade bucal ou não. É importante salientar que uma gengivite não necessariamente causa a passagem de bactérias para o fluxo sanguíneo do organismo, já a periodontite por ser mais grave, normalmente causa essa translocação bacteriana, embora algumas vezes o organismo poderá reagir eliminando essas bactérias sem o auxílio de fármacos. A prevenção ainda é o melhor caminho para se evitar bacteremias. A hipótese de infecção focal, que teve origem nos princípios da doença infecciosa estabelecidos originalmente por Koch e Pasteur em meados do século 19, propunha a noção de que a invasão da corrente sanguínea por bactérias de uma infecção localizada (como doenças periodontais) poderia disseminar-se para órgãos e tecidos distantes causando doenças. Na época, foi impossível comprovar a correlação entre doença sistêmica e infecção bucal ou procedimento dentário anterior, logo a hipótese de infecção focal foi abandonada em meados do século 20. Depois, os interesses pelos efeitos sistêmicos da infecção periodontal ressurgiram no início dos anos 90 devido a uma série de estudos casos-controle e outros estudos epidemiológicos que demonstraram associações estatísticas entre a saúde bucal deficiente e doenças sistêmicas. Vários estudos mostraram que a ocorrência de bacteremia é elevada em pessoas com crescente inflamação gengival. (SCANNAPIECO, 2004)


3.3 Tratamento

Lesões músculo-esqueléticas

O processo de cura e recuperação de uma lesão ocasionada por problemas de origem bucal ou ortodôntica não difere dos tradicionalmente utilizados para recuperação de lesões por traumas ou estresse muscular. Há uma infinidade destes tratamentos para um número também grande de lesões e gravidade das mesmas, usando como exemplos comuns de lesões ocasionadas por disfunções ortodônticas e sistêmicas temos distensões musculares e rotura parcial ou completa de ligamentos. Em ambos os casos dependendo da gravidade a fisioterapia é amplamente aplicada, no caso da ruptura completa de um ligamento normalmente há necessidade de cirurgia, como no caso da ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho.

O principal objetivo do tratamento periodôntico é estabilizar as perdas do conjunto osso-ligamento-gengiva-dente e assegurar que o trabalho conjunto, feito pelo profissional e o paciente evite o retorno ou agravamento do quadro periodontal.

O Tratamento periodôntico é complexo e está dividido em quatro fases:

Fase 1 - Avaliação da extensão do comprometimento gengival e das perdas ósseas.

Fase 2 - Procedimentos de intervenção: raspagens sub e supragengival, seguidas de uma profilaxia geral.

Fase 3 - Reeducação do paciente acerca de hábitos especiais de higiene bucal.

Fase 4 - Revisão periódica para controle e eliminação de eventuais focos de placa bacteriana, feita paralelamente a um acompanhamento do processo de reação imunológica do paciente.


3.4 Tratamento para bacteremias

A interferência de bactérias na corrente sanguínea chamada bacteremia é tratada invariavelmente com antibióticos. Se essa bacteremia tiver origem bucal há que se observar o comprometimento de válvulas do coração e tecidos cardíacos (endocardite) bem como integridade de articulações do infectado (DIAS, 2005); A bacteremia, frequentemente exige uma resposta vigorosa do sistema imunológico. Os diversos acontecimentos relacionados a esta são conhecidos como sepse.

Caso não controlada a bacteremia pode desenvolver-se para uma septicemia, que constitui num quadro grave de infecção sanguínea por bactérias, na antiguidade quase sempre fatal, mas com o desenvolvimento dos antibióticos modernos o índice de sucesso é alto, não deixando, contudo, de ser um estado de alerta de paciente e equipe médica, sendo muitas vezes necessária internação do mesmo para administração de antibiótico por via intra-venosa.


4 Protetor Bucal

Protetor bucal é qualquer aparelho utilizado na boca com a finalidade de proteção para impactos.

Desde 1959 a odontologia vem desenvolvendo pesquisas procurando enfatizar a importância do protetor bucal para os esportistas, um exemplo de sua importância é comprovada pela National Youth Sports Foundation, segundo suas estimativas mais de 5 milhões de dentes são lesados devido a atividades esportivas, anualmente. Conforme um estudo da American Dental Association – ADA, mais de 200 mil traumas orais são evitados graças aos protetores bucais. (LABORATÓRIO NICOLAU, 2005).

O primeiro protetor bucal foi inventado, em 1902, pelo dentista inglês Dr. Jack Marles. Batizado com o nome gum shield “escudo de gengivas” já havia várias características que podem ser relacionadas com os protetores mais recentes: era feito com um bom material de borracha e sob medida da arcada dentária do atleta. Segundo o historiador de boxe B. R. Bearden, o primeiro esportista a adotar o acessório foi o boxeador Ted "Kid" Lewis (170-30-14), campeão mundial da categoria meio-médio. Depois de aprovado muitos atletas começaram a utilizar, pois o protetor além de proteger a boca diminuía o risco de nocaute (Federação Rio-Grandense de Pugilismo, 2002).

Finalidades ligadas ao uso do protetor bucal (DIAS & COTO, 2005):

- Diminuir o risco de lesões na região anterior da maxila em 90%;

- Prevenir cortes na língua, lábios e face contra as pontas agudas dos dentes da maxila;

- Diminuir o risco de danos nos dentes posteriores;

- Diminuir o trauma de mandíbula;

- Distribuir forças recebidas, quaisquer tipo de pancadas;

- Impedir o contato maxilo-mandibular violento durante o impacto;

- Oferecer proteção como suporte para absorver as forças que podem fraturar o ângulo ou o côndilo da mandíbula;

- Propiciar redução e proteção contra lesões de pescoço.

Devemos ressaltar algumas principais lesões que o protetor bucal tem como objetivo proteger os esportistas: lesões cerebrais e lesões das juntas do queixo (Federação Rio-Grandense de Pugilismo, 2002).

Essas lesões ocorrem quando há uma pancada na parte inferior da boca, ocasionando um choque entre o côndilo da mandíbula e a fossa glenóide. Essas lesões podem gerar seqüelas para toda a vida e até mesmo a morte. O protetor bucal ocorre na prevenção dessas lesões ao forçar uma separação entre a fossa e o queixo inferior. Existem protetores não convencionais, que praticamente anulam essas lesões, são eles os protetores da junta do queixo (Federação Rio-Grandense de Pugilismo, 2002).

A importância do protetor bucal vem sendo comprovada com varias lesões ocorridas em esportistas, o profissional de educação física deve estar sempre indicando o uso de protetores bucais.


5 Fraturas e Traumas da Face

Fratura é quebra ou ruptura de um dente ou raiz dentária. Trauma são danos infligidos no corpo como resultado direto ou indireto de uma força extrema, com ou sem rompimento da continuidade estrutural. A face é composta por diversas estruturas ósseas dentre elas, têm-se no terço médio, os ossos dos complexos zigomático e maxilar. A face média está relacionada com a auto-imagem, representando o principal meio de contato com o mundo. É a região responsável pelos nossos sentidos, da visão e do olfato, possibilitando a ressonância da voz.

As funções do complexo zigomático são várias, dentre elas, sustentação e proteção do órgão da visão, oferecer origem para os músculos da mímica facial, transmitir parte das forças mastigatórias para o crânio além de absorver impactos para proteger o cérebro. A posição proeminente na face faz do complexo zigomático um lugar comum para traumas e, sua fratura é caracterizada por possuir um corpo sólido que transmite a força injuriamente para as suturas que são frágeis.

As maxilas relacionam-se diretamente com as cavidades orbitais, nasais e a boca, com os seios maxilares, além das fossas pterigomaxilar e zigomático (CLÓVIS, JOÃO & MATHEUS, 1998).

Comportam os dentes superiores, dissipam as forças mastigatórias e também traumas. A mandíbula é o único osso móvel da face, participando de funções básicas como mastigação, fonação e deglutição, além de participar da manutenção da oclusão dentária ocupando juntamente com a maxila a maior porção óssea do esqueleto facial (REINALDO et al, 2005).

As fraturas da maxila podem constituir casos graves porque chegam a comprometer todo o conjunto de ossos que compõem o esqueleto facial acompanhando-se de extensas lesões, hemorragias e muitas vezes comprometem estruturas anatômicas importantes como cavidade nasal e seios maxilares (CLÓVIS, JOÃO & IVAN, 1998). As fraturas mandibulares podem levar à deformidade, seja por deslocamento ou perda óssea não restaurada, com alterações de oclusão dentária ou da articulação temporomandibular (REINALDO et al, 2005).


5.1 Tratamento das Fraturas e Traumas

Uma vez diagnosticadas as fraturas do complexo zigomático e maxilares, o tratamento realizado para a maioria das fraturas zigomáticas e maxilares é o cirúrgico. Os traumas faciais são comuns e comumente provocam fraturas ósseas. Quanto mais rapidamente for realizada a imobilização e contenção dos fragmentos ósseos, e consequentemente do dente envolvido no traço da fratura óssea, maiores serão as chances de manutenção deste dente em seu alvéolo, durante a consolidação desta fratura. Os dentes desempenham papel fundamental no realinhamento e contenção dos fragmentos ósseos, graças à sua oclusão, evitando uma possível consolidação viciosa da fratura (CLÓVIS, JOÃO & IVAN, 1998).

Os tipos de lesões resultantes vão depender de força, direção, colisão e impacto. (CLÓVIS, JOÃO & IVAN, 1998).

6 Respiração Bucal

Existem várias etiologias para descrever e explicar o respirador bucal, sendo importante ressaltar que é uma etiologia de vários fatores. A respiração pela boca (bucal) é apresentada como síndrome, uma disfunção respiratória associada ou não à obstrução nasal, desencadeando deformidades dentofaciais e problemas na performance física dos atletas. Um respirador bucal apresenta seu padrão de respiração nasal insuficiente, substituindo-o pela respiração bucal ou mista (CARVALHO, 2000).

Uma das causas mais comuns da respiração bucal é a obstrução das vias aéreas superiores e esta obstrução exige modificações posturais de partes anatômicas, como a mandíbula e a língua que assumem uma posição inferiorizada, além de diversas alterações que tem como conseqüência a desarmonia nas principais funções do sistema estomagnático (PAIVA, 1999). A respiração bucal estabelece vícios posturais como queixo levantado e boca aberta. São algumas reações do organismo para tentar equilibrar a respiração, favorecendo diversos processos infecciosos das vias aéreas como sinusites e rinites. Atletas que apresentam esses problemas dificilmente conseguirão obter bons resultados em treinamentos e competições. A respiração nasal é necessária para o crescimento e desenvolvimento do complexo craniofacial, influenciando no bom desempenho da sucção, mastigação e deglutição, comprometendo a boa digestão e absorção dos nutrientes no caso de atletas, que necessitam do bom funcionamento do organismo para obter sucesso esportivo. Durante os exercícios, a maioria dos atletas respira pela boca e pelo nariz (respiração mista), sendo que a parcela que respira somente pela boca, apresenta uma queda na resistência aeróbia e nos reflexos, piorando o desempenho desportivo, podendo ter declínio de até 20% do rendimento total. As reclamações dos pacientes respiradores bucais nem sempre estão ligadas aos problemas respiratórios iniciais, mas podem ser conseqüências dessas alterações. As queixas mais comuns dos pacientes respiradores bucais relacionam-se à falta de ar ou insuficiência respiratória, cansaço rápido em atividades físicas, boca seca, olheiras, halitose, dor nas costas ou na musculatura do pescoço e outros problemas (MARCHESAN, 2003).

A principal recuperação de respiradores bucais baseia-se em reeducar a musculatura oral, proporcionando postura adequada dos lábios, língua e complexo maxilo-mandibular. A respiração bucal deveria ter importância considerável no tratamento dos pacientes na clínica odontológica, com o auxílio de outros profissionais da saúde. O diagnóstico precoce da disfunção respiratória durante a fase de crescimento, na dentição mista, é fundamental (FERRAZ, 2003). O profissional de educação física deve ficar alerta no que tange a observação de seus atletas que apresentem qualquer tipo de disfunção, como a respiração bucal, para que os treinamentos não sejam efetuados sem a possibilidade de rendimento máximo e os resultados não apareçam, frustrando o atleta. Diante de tais conceitos, ressalta-se a importância do trabalho interdisciplinar, justificada pela diversidade de sintomas que o respirador bucal apresenta, sendo de difícil identificação por um determinado profissional da saúde.

Conclusão

A busca por estudos e pesquisas sobre as influências da saúde bucal no desempenho esportivo levou a necessidade de obter conhecimento em diversas áreas, como anatomia e bacteriologia. É escassa a literatura brasileira acerca da odontologia desportiva no cenário esportivo nacional, com a maioria dos trabalhos abordando traumas e fraturas, sendo constatado que foi complexa a tarefa de encontrar o comprometimento bucal introduzido na performance física dos atletas profissionais. Artigos sobre o tema descrito são poucos, e as referências educacionais são indiretas. A saúde bucal afeta diretamente a saúde geral, com importância privilegiada para as orientações e conscientização por parte dos profissionais de educação física aos seus atletas, que desconhecem a verdade sobre problemas odontológicos. Comprovadamente, problemas bucais podem afetar o desempenho esportivo, e essa nova linha de pensamento deverá ser trabalhada pelos profissionais de diversos campos da saúde, agindo em grupos interdisciplinares, os atletas alcançarão superação e principais metas com o auxílio da odontologia.





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