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domingo, 5 de agosto de 2012
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
ODONTOLOGIA DESPORTIVA X PERFORMANCE FÍSICA

Odontologia Desportiva x Performance Física
Publicação dia 31 de agosto de 2011.
Felipe Augusto Simões Piacesi de Souza*
José Carlos Pereira Pedrosa*
Luca Lameira Antunes*
Palavras-Chave: odontologia desportiva, performance física, rendimento esportivo.
Abstract – The main goal of this paper is to relate orthodontist health care to the practice of sports, also including the importance of professional orientation for athletes of all fields in the search for adequate buccal health care. Buccal health directly affects athletes' performances in trainning as well as competitions, being necessary integrated intervention between different medical areas of study between different health related fields, such as orthondontic, medicine and physical education (PE), producing alternatives for the betterment of athletic performance.
Descriptors: dentistry sports, body performance and athlete’s results.
Objetivo: o estudo busca demonstrar a importância da odontologia desportiva na vida dos atletas profissionais de diversas modalidades, auxiliando-os a atingir boas performances.
3 Processos infecciosos bucais
O acúmulo de bactérias na cavidade oral gera processos infecciosos bucais que poderão ser determinantes no rendimento esportivo de atletas. A cavidade bucal constitui um complexo ecossistema com mais de 500 espécies bacterianas. (BASCONES, 2004) Os processos infecciosos bucais e a mastigação imperfeita podem ocasionar diversos problemas para a saúde geral do atleta, devendo ser tratados assim que descobertos. Para evitar a ocorrência de infecções bucais, a higiene bucal do atleta deve ser completa e regular, e a necessidade de visitas periódicas ao dentista é formada com orientação e conscientização, os dirigentes e treinadores devem assumir esse papel quando o atleta não tem acesso a essas informações. Os processos infecciosos contribuem em muitos casos para o aparecimento de lesões músculo-esqueléticas, alterações sanguíneas, bactérias participantes da infecção bucal que participando do fluxo sanguíneo do corpo, atacam os locais de compatibilidade estrutural, como determinadas bactérias que alojam-se em válvulas cardíacas, no endocárdio e endotélio, resultando em endocardite bacteriana. A partir da endocardite bacteriana, podem ainda surgir infecções como abscesso miocárdico, miocardite, abscessos em rins, baço e cérebro (DIAS, 2005). A preservação da cavidade bucal do atleta é necessária, pois a mastigação deficiente gera problemas durante o processo digestivo, assim o organismo apresenta uma ineficaz absorção de nutrientes, dificultando a produção de energia necessária para ser utilizada em treinamentos e competições, atrapalhando o desempenho esportivo. A mastigação imperfeita é motivada por ausência de dentes, próteses inadequadas e outros problemas bucais. Essa mastigação em conjunto com os processos infecciosos, pode desencadear o aparecimento de lesões em regiões importantes, como joelhos, tornozelos, músculos, cabeça e coração. Problemas gastrintestinais também podem ter sua origem em problemas na cavidade bucal. (GAFFAR, 2004)
3.1 Processo infeccioso e doenças periodontais
O Tratamento periodôntico é complexo e está dividido em quatro fases:
Fase 1 - Avaliação da extensão do comprometimento gengival e das perdas ósseas.
Fase 2 - Procedimentos de intervenção: raspagens sub e supragengival, seguidas de uma profilaxia geral.
Fase 3 - Reeducação do paciente acerca de hábitos especiais de higiene bucal.
Fase 4 - Revisão periódica para controle e eliminação de eventuais focos de placa bacteriana, feita paralelamente a um acompanhamento do processo de reação imunológica do paciente.
3.4 Tratamento para bacteremias
Caso não controlada a bacteremia pode desenvolver-se para uma septicemia, que constitui num quadro grave de infecção sanguínea por bactérias, na antiguidade quase sempre fatal, mas com o desenvolvimento dos antibióticos modernos o índice de sucesso é alto, não deixando, contudo, de ser um estado de alerta de paciente e equipe médica, sendo muitas vezes necessária internação do mesmo para administração de antibiótico por via intra-venosa.
Protetor bucal é qualquer aparelho utilizado na boca com a finalidade de proteção para impactos.
Finalidades ligadas ao uso do protetor bucal (DIAS & COTO, 2005):
- Diminuir o risco de lesões na região anterior da maxila em 90%;
- Prevenir cortes na língua, lábios e face contra as pontas agudas dos dentes da maxila;
- Diminuir o risco de danos nos dentes posteriores;
- Diminuir o trauma de mandíbula;
- Distribuir forças recebidas, quaisquer tipo de pancadas;
- Impedir o contato maxilo-mandibular violento durante o impacto;
- Propiciar redução e proteção contra lesões de pescoço.
5.1 Tratamento das Fraturas e Traumas
A principal recuperação de respiradores bucais baseia-se em reeducar a musculatura oral, proporcionando postura adequada dos lábios, língua e complexo maxilo-mandibular. A respiração bucal deveria ter importância considerável no tratamento dos pacientes na clínica odontológica, com o auxílio de outros profissionais da saúde. O diagnóstico precoce da disfunção respiratória durante a fase de crescimento, na dentição mista, é fundamental (FERRAZ, 2003). O profissional de educação física deve ficar alerta no que tange a observação de seus atletas que apresentem qualquer tipo de disfunção, como a respiração bucal, para que os treinamentos não sejam efetuados sem a possibilidade de rendimento máximo e os resultados não apareçam, frustrando o atleta. Diante de tais conceitos, ressalta-se a importância do trabalho interdisciplinar, justificada pela diversidade de sintomas que o respirador bucal apresenta, sendo de difícil identificação por um determinado profissional da saúde.
Conclusão
1. Arrais A. Identificando o respirador bucal. Ver Assoc Paul Cir Dent 1999;
3. Carvalho GD, Fonoaudiologia e suas relações com a odontopediatria. In: Guedes Pinto AC. Odontopediatria, 6 ed, São Paulo; Santos, 1999.
4. CASADIO, Leonardo Jardim. Odontologia Desportiva: aspectos microbiológicos e sistêmicos. FITNESS & PERFORMANCE JOURNAL, Rio de Janeiro, vol. 4, n. 6, pág. 332, novembro/dezembro 2005
5. COELHO, Mariana Freire. TERRA, Vera Helena T. Coelho. Implicações Clínicas em Pacientes Respiradores Bucais. HYPERLINK "http://portal.revistas.bvs.br/transf.php?xsl=xsl/titles.xsl&xml=http://catserver.bireme.br/cgi-bin/wxis1660.exe/?IsisScript=../cgi-bin/catrevistas/catrevistas.xis|database_name=TITLES|list_type=title|cat_name=ALL|from=1|count=50&lang=pt&comefrom=home&home=false&task=show_magazines&request_made_adv_search=false&lang=pt&show_adv_search=false&help_file=/help_pt.htm&connector=ET&search_exp=Rev.%20bras.%20patol.%20oral" \t "Revista" Revista Brasileira de Patologia Oral;3(1):17-19, jan.-mar. 2004.
7. DONÁLIO, César Augusto. Protetor Bucal sob Medida. REVISTA ASSOSIAÇÃO BRASILEIRA DE ODONTOLOGIA Nac. – vol. 10 n°5, pág. 271, out./nov. 2002
9. FERRARI, Carlos Henrique; SIMI, Jacy; MEDEIROS, João Marcelo Ferreira. Ocorrência de traumatismo dental e nível de esclarecimento e uso do protetor bucal em diferentes grupos de esportistas. 6 pág. Ano: 2000, disponível em: HYPERLINK "http://www.uepb.edu.br/eduep/pboci/pdf/Artigo8v62.pdf" http://www.uepb.edu.br/eduep/pboci/pdf/Artigo8v62.pdf.
10. Ferreira MA. Hábitos bucais no contexto da maturação. J Bras Ort 19998;
11. GAFFAR, Abdul; SCANNAPIECO, Frank A. UM SUPLEMENTO AO COMPENDIUM. Medical World Business Press, Inc - Julho 2004/ vol. 25, n.7 (supl.1)
12. MARCHESAN, Queiroz Irene. Avaliação e Terapia dos Problemas da Respiração, 2003
17. ROSA, Albertine Santana et al. Descritivo de alterações odontológicas Verificadas em 400 Jogadores de Futebol. REVISTA BRASILEIRA DE MENDICINA E ESPORTE. Vol. 6, n° 2 – março/abril 1999
20. FEHRENBACH, Margaret. HERRING Susan. ANATOMIA ILUSTRADA DA CABEÇA E DO PESCOÇO. Editora manole
