Ciência – Mundo Cientifico –
Cientistas criam novo meio para usar energia nuclear no
espaço
Por G1
29 de novembro de 2012.
Uma equipe de cientistas da
agência espacial americana Nasa e do Laboratório Nacional de Los Alamos, nos
EUA, anunciou haver testado com sucesso um novo sistema de energia baseado em
um reator nuclear. O mecanismo permitiu acionar um motor e pode servir para
alimentar sondas ou voos espaciais no futuro, segundo os pesquisadores.
Os cientistas
disseram ter conseguido usar técnica de refrigeração conhecida como "tubo
de calor" para transformar o calor produzido por um pequeno reator atômico
em energia suficiente para mover um motor do tipo Stirling.
O sistema de "tubo de
calor", que também é encontrado em alguns tipos de resfriadores de
computadores, é composto de um ou mais tubos selados com um fluído, como água,
com a função de transferir ou eliminar calor. Ele foi usado para transferir
calor do reator nuclear para um motor Stirling de dois pistões, com tecnologia
simples, segundo uma nota divulgada pelo laboratório de Los Alamos na
segunda-feira (26).
O motor Stirling
foi criado no século 19. Essa tecnologia converte calor em energia
elétrica por meio de um gás pressurizado que move um ou mais pistões,
informa a nota.
"Usar os
componentes em conjunto permitiu criar uma fonte de energia simples, porém
confiável, que pode ser adaptada para uso no espaço", disseram os
cientistas.
Urânio
Eles usaram o "tubo de calor" com água para carregar a energia energia térmica oriunda do urânio usado no reator. Então, acionaram os pistões do motor durante o teste.
A maior diferença
entre o sistema testado e um candidato para ser usado voos é que a entrada de
calor no Stirling precisaria aguentar temperaturas mais elevadas, para garantir
eficiência e saída de energia para as missões espaciais", disse o
engenheiro David Poston, do Laboratório de Los Alamos, ao site da instituição.
Texto em PDF:
Disponível em < http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/11/cientistas-criam-novo-meio-para-usar-energia-nuclear-no-espaco.html
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