Ciência – Mundo Cientifico
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Quem inventou o Copiar e Colar
Por Discovery
Brasil
19 de
dezembro de 2012
Se você está lendo este artigo, é provável que saiba como usar
um computador ou um dispositivo móvel. (Se estiver lendo em uma folha de papel
impresso, talvez seja melhor parar de ler). Como qualquer um que conheça
tecnologia – mesmo que só um pouco –, você deve saber como copiar e colar
palavras, frases ou parágrafos inteiros de um documento ou texto para outro.
Fazemos isso com tanta frequência que nem nos damos conta, mas você conseguiria
imaginar o mundo moderno sem cortar, copiar e colar? Sem dúvida, todo o
trabalho de digitação e memorização seria muito maior.
Devemos agradecer a Larry
Tesler, o cientista de computação
considerado o inventor do “copiar e colar”, todo o tempo e energia que
economizamos com sua incrível criação. Tesler foi um dos gênios da Xerox PARC,
um inovador centro de pesquisas e desenvolvimento de Palo Alto, Califórnia, na
década de 1970, uma época em que os computadores pessoais ainda eram uma ideia
experimental na qual poucos apostavam suas fichas. (De fato, a Xerox PARC
desenvolveu várias ideias que muitos acreditam ter sido “roubadas” por Steve
Jobs e a primeira equipe da Apple depois de uma visita em 1979).
Tesler trabalhou na programação do sistema
Smalltalk-76 entre 1973 e 1976, e foi precisamente neste projeto que
implementou o método de capturar textos na memória interna de um computador e
inseri-los em outro lugar por meio dos comandos “cortar/copir e colar”. Os
verbos foram inspirados na antiga edição de manuscritos, quando era preciso
literalmente cortar as palavras de uma folha com uma tesoura e colá-las em
outra.
Tesler deixou a Xerox PARC e construiu uma
carreira brilhante no mundo da tecnologia: trabalhou como cientista de
computação da Apple e no ramo de biotecnologia, e chegou a se tornar
vice-presidente da Amazon.com e Yahoo. Independentemente do que ele fez nos
últimos 30 anos, e do que fará no futuro (Tesler hoje trabalha como consultor
autônomo), sempre serei grato pelo “cortar/copiar e colar”. Na verdade, eu o
homenageio copiando e colando, sem nenhum esforço, esta última frase.
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