Ciência
– Mundo Cientifico –
O que as bombas nucleares revelam sobre o cérebro
Por Discovery Brasil
10 de junho de 2013
Cientistas conseguiram enxergar ao menos um raio de esperança nos testes
com bombas nucleares realizados entre 1945 e 1963: eles criaram uma “marca
temporal” nas células humanas, ajudando a comprovar a formação diária de novos
neurônios no hipocampo cerebral.
Em um estudo recente, pesquisadores analisaram o isótopo de carbono 14,
liberado na atmosfera durante os testes nucleares, para determinar a idade das
células, escreveu Gerd Kempermann em um artigo na revitsta Science. A
concentração do isótopo de carbono 14 na atmosfera atingiu seu auge durante os
testes com bombas nucleares na superfície; durante o processo, o isótopo foi
absorvido pelo DNA de todas as células que estavam se dividindo naquele
momento.
“Existem poucas coisas positivas em testes nucleares, mas uma de suas
consequências mais inesperadas será a comprovação da neurogênese no cérebro
humano adulto”, escreveu Kempermann. “A tão esperada prova direta finalmente
foi fornecida (pelos autores) por meio de uma engenhosa abordagem”.
Como a quantidade de isótopo de carbono 14 nos cromossomos está
relacionada a seus níveis na atmosfera no momento da divisão celular, os
pesquisadores mediram o elemento no DNA para determinar a idade da célula.
Utilizando um método baseado em modelos, eles puderam determinar que 1/3 dos
neurônios adultos no hipocampo são renovados todos os dias, o que
significa que 700 novos neurônios são criados diariamente.
Não se sabe se e como os novos neurônios afetam o funcionamento
cerebral, mas é provável que contribuam em vários processos do aprendizado e da
memória e também da formação da personalidade, escreveu Kempermann.
Texto em PDF:
Disponível em <
http://noticias.discoverybrasil.uol.com.br/o-que-as-bombas-nucleares-revelam-sobre-o-cerebro/
> Acesso dia 24 de julho de 2013.

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