Ciência
– Mundo Cientifico –
Algema de pressão sanguínea pode salvar vidas de pacientes cardíacos
Por
Discovery Brasil
10 de outubro de
2013
Símbolo da força policial ou um fetiche muito específico, as algemas
agora podem ter outro propósito muitíssimo importante, graças a pesquisadores
dinamarqueses: salvar vidas.
Pesquisadores do Hospital Universitário de Aarhus, na Dinamarca,
publicaram recentemente os resultados de um estudo interessante. Eles propõem
que um tipo de algema de pressão sanguínea seja usado com pacientes cardíacos,
e através do condicionamento isquêmico remoto, o aparato entra em ação na
ocasião do resgate de uma vítima de ataque cardíaco.
O motivo é simples: na ocasião de um ataque cardíaco agudo, um órgão
como o coração pode ficar um longo período de tempo sem oxigenação. Mesmo que o
resgate chegue a tempo, a falta de oxigênio no sangue pode danificar seu
tecido, enfraquecendo o órgão e possibilitando novas doenças e condições
cardíacas. A proposta da algema é que ela entre em ação durante o resgate (que
envolve o transporte e enfim a chegada no hospital ou posto de emergência), e
ao parar o fluxo sanguíneo de todo um membro (o braço), preserve mais oxigênio
no corpo.
A pressão da algema é aplicada durante 5 minutos, depois libera o fluxo
sanguíneo, descansando o braço por outros 5 minutos. O processo é repetido em
torno de quatro vezes, e trouxe bons resultados. De acordo com a observação do
professor Hans Erik Bøtker e de sua equipe, o condicionamento reduziu o dano no
tecido do coração numa média de 30% dos pacientes. Mas o interessante é o que
aconteceu depois.
Através deste tratamento, a ocorrência de novos sintomas cardíacos foi
reduzida em 51%. Já o número total de mortes por doenças cardíacas foi ainda
mais reduzido: 61%! Mais estudos devem ser feitos para determinar a
precisão do tratamento e suas implicações clínicas antes que ele se espalhe por
outros centros médicos.
Texto em PDF:
Disponível em <
http://noticias.discoverybrasil.uol.com.br/algema-pressao-sanguinea-salvar-vidas-pacientes-cardiacos/
> Acesso dia 10 d outubro de 2013.

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