Ciência
– Mundo Cientifico –
Novos implantes poderão substituir as injeções
Por Discovery
20 de outubro de 2013
Além de liberar os medicamentos
na corrente sanguínea, esses implantes também poderiam monitorar os níveis de
toxinas no organismo em tempo real, fornecendo dados de longo prazo sobre a
saúde – e avisando que está na hora de tomar os remédios para o coração ou, até
mesmo, administrando-os.
Segundo a revista Nature
Photonics, os implantes são feitos de um polímero transparente. Eles contêm
células geneticamente modificadas que podem ser programadas para liberar
medicamentos. Essas células respondem a estímulos luminosos.
Os cientistas Myunghwan Choi e
Seok Yun lideraram uma equipe combinada da Universidade de Harvard e da
Universidade de Toronto que criou um conjunto de implantes feitos de hidrogel,
um polímero compatível com tecido biológico. Cada implante de 4 mm x 40 mm e
apenas 1 mm de espessura foi preenchido com células ativadas pela luz.
Choi e Yun demonstraram o
funcionamento dos implantes de duas formas. Em uma experiência, foram usados
para administrar insulina e, em outra, para detectar toxinas. O sistema de
administração de insulina foi utilizado em ratos diabéticos. Através de uma
fibra ótica, os cientistas enviaram um feixe de luz azul que induziu as células
do implante a fabricar uma proteína que estimula a produção de insulina. Na
detecção de toxinas, as células emitiam luz verde na presença metais pesados.
Medindo os níveis de luz, os cientistas puderam determinar a quantidade de
metal existente.
Ainda há muito trabalho a ser
feito antes que os implantes possam ser usados em clínicas. Em primeiro lugar,
as células usadas para fabricar os implantes devem ser retiradas do próprio
paciente, para que não haja o risco de rejeição. Além disso, a transmissão da
luz através do hidrogel deve ser ampliada, já que os seres humanos são maiores
que os ratos. Em terceiro lugar, vai levar algum tempo para determinar qual
deve ser a porosidade adequada do hidrogel para administrar a dose correta de
medicamento.
Se isso acontecer, um dia nosso
corpo poderá ser conectado a uma rede, assim como nossos gadgets.
Texto em PDF:
Disponível em <
http://news.discovery.com/tech/biotechnology/forget-meds-new-implants-could-deliver-meds-131020.htm
> Acesso dia 25 de outubro de 2013.

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