Ciência
– Mundo Cientifico –
Como o sedentarismo altera nosso cérebro
Por Discovery Brasil
30 de janeiro de 2014
O sedentarismo é um problema comum do homem urbano. Em
grande parte, é resultado do ritmo vertiginoso da vida moderna e do avanço da
tecnologia, que faz com que muitas pessoas usem seu tempo livre para ver TV ou
navegar na internet, em vez de praticar exercícios físicos diários.
Assim como a prática esportiva
estimula a criação de células nervosas, um novo estudo descobriu que a
inatividade pode alterar a forma dos neurônios.
A pesquisa, conduzida por
cientistas da Escola de Medicina da Universidade Estadual de Wayne, revela que
as deformações neuronais causadas pelo sedentarismo afetam não só o cérebro,
mas também o coração.
Para realizar o estudo, os
pesquisadores colocaram um grupo de ratos em gaiolas com rodas, onde podiam
correr à vontade, e confinaram um segundo grupo em gaiolas vazias, onde
permaneceram inativos por três meses.
Após esse período, eles injetaram
nos animais um contraste que destaca neurônios específicos, encontrados na
medula ventrolateral rostral, uma região do cérebro que controla a respiração e
outras atividades involuntárias do organismo.
A medula ventrolateral rostral é
responsável pela gestão do sistema nervoso simpático, que, entre outras coisas,
controla a pressão arterial por meio de alterações na constrição dos vasos
sanguíneos. Se o sistema estiver bem regulado, o sangue fluirá livremente,
evitando desmaios.
Mas em caso de hiperatividade do
sistema, resultado de uma grande quantidade de “mensagens” confusas, os vasos
sanguíneos se contraem em excesso, um desequilíbrio que pode causar pressão
alta e outras doenças cardiovasculares.
As imagens digitalizadas dos cérebros
dos ratos revelam que não houve alterações nos neurônios dos roedores ativos.
No entanto, a maioria dos neurônios do grupo sedentário desenvolveu novos
“tentáculos”, denominados ramos, que agem como conectores entre as células
saudáveis e o sistema nervoso. Essas ramificações adicionais aumentam a
sensibilidade das células nervosas aos estímulos, que enviam mensagens díspares
ao sistema nervoso simpático, estimulando-o em excesso e contribuindo para o
desenvolvimento de patologias cardíacas.
O estudo contribui para ampliar a
conscientização sobre os riscos de um estilo de vida sedentário, incentivando a
prática de exercícios com regularidade.
Texto em PDF:
Disponível em <
http://noticias.discoverybrasil.uol.com.br/como-o-sedentarismo-altera-nosso-cerebro/
> Aceso dia 30 de janeiro de 2013.

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