sexta-feira, 2 de maio de 2014

Ciência – Mundo Cientifico – Ouvidos biônicos podem ajudar a regenerar nervos auditivos



Ciência – Mundo Cientifico –

Ouvidos biônicos podem ajudar a regenerar nervos auditivos


Por Discovery Brasil
30 de abril de 2014

Segundo uma nova pesquisa publicada na revista Science Translational Medicide, impulsos elétricos transmitidos para o ouvido interno por um implante coclear podem ser usados para regenerar nervos auditivos e melhorar a audição, auxiliar no tratamento da depressão e em terapias genéticas para o tratamento de Parkinson.
Segundo Matthias Klugmann, coautor do estudo e membro da equipe do Instituto de Neurociência Translacional da Universidade de New South Wales, “O trabalho tem implicações que vão além dos distúrbios da audição. A terapia genética tem sido sugerida como opção de tratamento, mesmo para as condições neurológicas mais devastadoras. Essa tecnologia oferece uma nova plataforma de transferência genética, segura e eficiente, para tecidos delicados como o cérebro”.
As terminações nervosas do ouvido podem se regenerar se certas proteínas estiverem presentes, mas drogas e terapias genéticas baseadas em vírus podem não fornecer um método seguro de transferência. Os pesquisadores começaram, então, a estudar implantes cocleares como método de transferência.
Os cientistas descobriram que impulsos elétricos emitidos pelo implante podem transportar DNA para as células próximas aos eletrodos implantados. Essas células podem, então, produzir as proteínas específicas, chamadas neurotrofinas, que estimulam a regeneração.
O procedimento levou cinco anos para ser desenvolvido e deve ajudar pessoas que dependem de implantes cocleares para ouvir, permitindo que diferenciem uma gama mais ampla de sons e possam, por exemplo, apreciar música.
De acordo com o pesquisador Gary Housley, “Pessoas com implantes cocleares compreendem bem a fala, mas sua percepção de ritmo pode estar prejudicada, impedindo-as, muitas vezes, de apreciar música”.
Os impulsos elétricos podem ser administrados durante o procedimento de implante. Jeremy Pinyon, autor do estudo, disse que “O cirurgião que implanta o dispositivo pode injetar uma solução de DNA na cóclea e, em seguida, disparar impulsos elétricos para acionar a transferência de DNA uma vez que o implante é inserido”.
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