segunda-feira, 2 de junho de 2014

Ciência - Mundo Científico - Conheça a tecnologia por trás da Brazuca, a bola da Copa

Ciência -  Mundo Científico -

Conheça a tecnologia por trás da Brazuca, a bola da Copa

Por Discovery Brasil
28 de maio de 2014

Brazuca foi o nome dado à bola oficial da Copa 2014. Criada pela Adidas, ela carrega muito mais tecnologia do que você talvez imagine. Seu desenvolvimento demorou 2 anos e meio e mais de 600 jogadores de 30 países diferentes ajudaram no processo.
Assim, a Adidas tenta apagar a má impressão que deixou com a Jabulani, a bola da Copa 2010 que foi diversas vezes criticada no passado por ser pouco estável e imprevisível.
A Brazuca teve seu nome escolhido pelo brasileiros em uma votação com mais de 1 milhão de pessoas. É a bola mais colorida da história das copas, e suas cores são inspiradas nas fitas do Senhor do Bonfim, tradicionais da Bahia.
Conheça um pouco da tecnologia por trás da Brazuca.
1 – Painéis de poliuretano
A Brazuca tem seis painéis de poliuretano termosselados, o que significa que eles são unidos pelo calor e não costurados em uma máquina, como a Jabulani. Em comparação, a bola da Copa de 2010 tinha oito painéis, enquanto a da Teamgeist, da Copa da Alemanha, tinha 14.
Isso é suficiente para mudar a forma que a bola agita o ar e se desloca. Os painéis são feitos de forma que mantenham o mesmo peso e a simetria por toda a bola.
2 – Mais previsível
A Brazuca tem emendas mais profundas e longas que as da Jabulani. Enquanto a profundidade das emendas da bola mais antiga é de 0,48mm, as da bola mais recente tem 1,56 mm. A longitude total das uniões da Brazuca é de 327 cm, enquanto a Jabulani tinha 203 cm.
O que isso muda? Uma das principais características da bola: a rugosidade. A rugosidade afeta a velocidade na qual se produz um efeito chamado knuckling, que é produzido quando a bola, com pouco rotação, muda de direção ao alcançar certa velocidade.
Quanto mais lisa a bola, maior é a velocidade necessária para se produzir o efeito knuckling. O problema da Jabulani é que ela era tão lisa que essa velocidade subiu para cerca de 80 km/h, que é a média de velocidade típica dos chutes durantes os jogos, especialmente em cobranças de tiro de meta, chutes de longa distância ou faltas.
Com a maior rugosidade da Brazuca, essa velocidade cai para cerca de 48 km/h, fazendo com que a bola se comporte mais como uma bola tradicional de 32 gomos na maioria dos casos típicos de um jogo.
3 – Mais rápida
A rugosidade altera também a velocidade que a bola atinge. O mesmo efeito pode ser observado em bolas de golfe, que possuem protuberâncias ao longo de todo seu corpo. Indo mais rápido, ela também pode ir mais longe.
Sendo assim, é bem provável que veremos alguns bons gols de chutes de fora da área ao longo da Copa.
4 – Efeito curva
Com mais rugosidade, a Brazuca também deve girar mais do que a Jabulani. Girando mais, ela produz um efeito chamado Magnus, que permite chutas com a bola curva.
Para produzir um chute com bola curva, é necessário fazer a bola girar sobre seu próprio eixo. Assim, cada lado da bola passa por uma velocidade diferente no ar. Com a diferença de velocidade, há também uma diferença de pressão, que exerce uma força lateral na bola, que possibilita a curva.
Além de gols de longa distância, podemos esperar também mais gols de falta.
5. Impermeável
A Brazuca tem uma taxa de absorção de água de apenas 0,2%, o que significa que ela é quase impermeável, diferentemente das tradicionais bolas de couro. Isso só é possível graças ao material artificial usado, o poliuretano.
Sem absorver água, a Brazuca é capaz de manter seu peso e forma mesmo debaixo de chuva forte. Há um porém: como a água não penetra, ela permanece sobre a superfície da bola. A água na superfície pode deixar a bola mais lisa, diminuindo a rugosidade e modificando o efeito dos chutes.
Texto em PDF:


Nenhum comentário:

Postar um comentário