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Conheça
a tecnologia por trás da Brazuca, a bola da Copa
Por Discovery Brasil
28 de maio de 2014
Brazuca foi o nome dado à bola oficial da Copa 2014.
Criada pela Adidas, ela carrega muito mais tecnologia do que você talvez
imagine. Seu desenvolvimento demorou 2 anos e meio e mais de 600 jogadores de
30 países diferentes ajudaram no processo.
Assim, a Adidas tenta apagar a má
impressão que deixou com a Jabulani, a bola da Copa 2010 que foi diversas vezes
criticada no passado por ser pouco estável e imprevisível.
A Brazuca teve seu nome escolhido
pelo brasileiros em uma votação com mais de 1 milhão de pessoas. É a bola mais
colorida da história das copas, e suas cores são inspiradas nas fitas do Senhor
do Bonfim, tradicionais da Bahia.
Conheça um pouco da tecnologia
por trás da Brazuca.
1 – Painéis de poliuretano
A Brazuca tem seis painéis de
poliuretano termosselados, o que significa que eles são unidos pelo calor e não
costurados em uma máquina, como a Jabulani. Em comparação, a bola da Copa de
2010 tinha oito painéis, enquanto a da Teamgeist, da Copa da Alemanha, tinha
14.
Isso é suficiente para mudar a
forma que a bola agita o ar e se desloca. Os painéis são feitos de forma que
mantenham o mesmo peso e a simetria por toda a bola.
2 – Mais previsível
A Brazuca tem emendas mais
profundas e longas que as da Jabulani. Enquanto a profundidade das emendas da
bola mais antiga é de 0,48mm, as da bola mais recente tem 1,56 mm. A longitude
total das uniões da Brazuca é de 327 cm, enquanto a Jabulani tinha 203 cm.
O que isso muda? Uma das principais características da
bola: a rugosidade. A rugosidade afeta a velocidade na qual se produz um efeito
chamado knuckling, que é produzido quando a bola, com pouco
rotação, muda de direção ao alcançar certa velocidade.
Quanto mais lisa a bola, maior é
a velocidade necessária para se produzir o efeito knuckling. O problema da
Jabulani é que ela era tão lisa que essa velocidade subiu para cerca de 80
km/h, que é a média de velocidade típica dos chutes durantes os jogos, especialmente
em cobranças de tiro de meta, chutes de longa distância ou faltas.
Com a maior rugosidade da
Brazuca, essa velocidade cai para cerca de 48 km/h, fazendo com que a bola se
comporte mais como uma bola tradicional de 32 gomos na maioria dos casos típicos
de um jogo.
3 – Mais rápida
A rugosidade altera também a
velocidade que a bola atinge. O mesmo efeito pode ser observado em bolas de
golfe, que possuem protuberâncias ao longo de todo seu corpo. Indo mais rápido,
ela também pode ir mais longe.
Sendo assim, é bem provável que
veremos alguns bons gols de chutes de fora da área ao longo da Copa.
4 – Efeito curva
Com mais rugosidade, a Brazuca
também deve girar mais do que a Jabulani. Girando mais, ela produz um efeito
chamado Magnus, que permite chutas com a bola curva.
Para produzir um chute com bola
curva, é necessário fazer a bola girar sobre seu próprio eixo. Assim, cada lado
da bola passa por uma velocidade diferente no ar. Com a diferença de
velocidade, há também uma diferença de pressão, que exerce uma força lateral na
bola, que possibilita a curva.
Além de gols de longa distância,
podemos esperar também mais gols de falta.
5. Impermeável
A Brazuca tem uma taxa de
absorção de água de apenas 0,2%, o que significa que ela é quase impermeável,
diferentemente das tradicionais bolas de couro. Isso só é possível graças ao
material artificial usado, o poliuretano.
Sem absorver água, a Brazuca é
capaz de manter seu peso e forma mesmo debaixo de chuva forte. Há um porém:
como a água não penetra, ela permanece sobre a superfície da bola. A água na
superfície pode deixar a bola mais lisa, diminuindo a rugosidade e modificando
o efeito dos chutes.
Texto em PDF:
Disponível em < http://noticias.discoverybrasil.uol.com.br/conheca-tecnologia-por-tras-da-brazuca-bola-da-copa/
> Acesso dia 02 de junho de 2014.

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