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Ideias tecnológicas inovadoras que podem mudar o
Brasil
Por Tech Mundo
21 de maio de 2014
Com óbvia influência da ficção-científica, era comum que
até 15 ou 20 anos atrás nossas expectativas sobre “o futuro próximo” fossem
misturadas ao medo de que a tecnologia viesse a arruinar drasticamente a
sociedade mundial ou até mesmo destruir o mundo em que vivemos.
Felizmente, já passamos por uma década e meia do século
21 e ainda não há sinais de um panorama decadente com elementos cyberpunk ou de cidades exterminadas pelas máquinas. Muito pelo
contrário, a tecnologia tem proporcionado várias soluções para melhorar a vida
das pessoas, seja através da medicina, eletrônica, recursos digitais ou
iniciativas sustentáveis.
Um exemplo disso foi visto durante a realização da 3ª
edição da Conferência Internacional das Cidades Inovadoras,
evento que dessa vez foi realizado junto ao fórum internacional iCities,
durante os dias 7, 8 e 9 de maio, na Universidade Positivo, Curitiba/PR. Ao fim
da programação, houve uma apresentação chamada Festival de Ideias, em que
vários projetos inovadores foram apresentados, mostrando à plateia que a
tecnologia está, sim, a serviço da comunidade.
Festival de
Ideias
“Tragam soluções para melhorar a vida das pessoas na
cidade”, disse Ike Weber, Diretor de comunicação do CICI, durante a divulgação
do evento nos colégios e universidades. O convite resultou na inscrição de 352
ideias, vindas de mais de 40 municípios de várias regiões do Brasil, que foram
divididas em seis modalidades: Mobilidade Urbana, Energia e Eficiência,
Infraestrutura, Tecnologia Social, Viver a Cidade e Empreendedorismo.
Weber disse que um dos conceitos centrais do festival era
promover o pensamento de que o envolvimento do cidadão é necessário. Para isso,
houve uma motivação maior por parte dos organizadores para atingir os jovens.
“O público jovem é mais conectado e é quem vai fazer o nosso futuro”, comentou.
Participantes
dos 16 projetos durante a certificação durante o encerramento do Festival de
Ideias
Das 352 ideias, 21 foram escolhidas para participar do
evento. Os critérios de seleção foram: criatividade, inovação, originalidade e
viabilidade de implantação. Um trabalho de curadoria uniu ideias semelhantes e
por 20 dias houve um melhor desenvolvimento e amadurecimento das mesmas para
serem apresentadas no CICI. No fim do processo, havia 16 equipes.
Os times apresentaram suas propostas em estandes durante
os dois últimos dias da conferência. “Nós propiciamos um cenário para as
pessoas exporem suas ideias. Não somos um grupo econômico, nós apenas criamos
um palco”, explicou Weber.
O TecMundo esteve no evento e selecionou entre os
incríveis projetos aqueles mais ligados à área de tecnologia. O conteúdo e
utilidade pública de cada um deles você vê nesta minissérie que começa logo a
seguir.
Circuito
Eletromecânico Gravitacional Circunscrito
Daniel
Carvalho em seu estande durante a Conferência Internacional de Cidades
Inteligentes
Um pêndulo, apesar de balançar-se de um lado a outro,
nunca chega a completar uma circunferência. Mas e se um pouco mais de energia
cinética fosse investida no objeto quando ele chegasse ao seu ponto mais alto?
Quanto de energia a mais ele produziria completando o giro completo? E tendo
essa energia cinética, seria possível transformá-la em outro tipo de energia,
como por exemplo... Energia elétrica? Ao que tudo indica, sim.
Elaborado por Daniel Carvalho, estudante de Engenharia de
Controle e Automação na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, o projeto
consiste na junção de um pêndulo com um circuito eletroeletrônico — composto
por dínamos/alternador, motor de arranque, capacitor e circuito — que tem por
objetivo transformar energia potencial cinética em eletricidade.
“Com isso, é possível construir uma máquina em que o
rendimento obtido é de 30% de trabalho não conservativo eletromecânico e 70%
trabalho conservativo puramente mecânico. De forma que não se trata de uma
máquina que utiliza 100% de seu rendimento para si”, explica Daniel, que já tem
três modelos industriais do protótipo. Para ficar mais fácil entender, caso
ainda não tenha ficado claro, o vídeo abaixo ilustra a execução da tecnologia.
Benefícios e
objetivos
Com o sucesso da ideia, será possível oferecer energia de
forma autônoma para regiões onde impedimentos geográficos e distância são
obstáculos para o desenvolvimento social. Além de também oferecer energia a
custos mais baixos, sendo possível a integração do conceito com tecnologias
sociais ligadas à mobilidade urbana e ao bem coletivo comercial e industrial.
Algumas páginas do esquema do Circuito
Eletromecânico Gravitacional Circunscrito
Daniel comparecerá a várias feiras nacionais e
internacionais entre este ano e 2015 para divulgar sua invenção, com foco em
sua originalidade. Ele diz que o projeto é inovador porque “utiliza recursos há muito tempo
conhecidos pelo homem, porém nunca utilizados em conjunto para realização de
seu propósito. ”
O futuro engenheiro está em busca de recursos e
financiadores para auxiliar no desenvolvimento do projeto em sua totalidade e,
apesar de ainda não ter nenhuma página oficial no ar, pode ser contactado para
esses fins através de seu perfil pessoal no Facebook.
Commun, o
crowdfunding da comunidade
Ao perceber que o financiamento coletivo era uma ótima
solução para boas ideias que até alguns anos atrás não eram implementadas por
falta de investimento, o designer Guilherme Topanotti elaborou um sistema de
crowdfunding que se focasse na busca de projetos da própria comunidade a fim de
realiza-los em espaços públicos da cidade. Assim surgiu o proposta da plataforma
online Commun.
Segundo Guilherme, o Commun serve como um canal para
juntar duas coisas: projetos que melhorem a qualidade de vida das pessoas e
financiamento vindo de usuários, empresas e do próprio poder público. A grosso
modo, o cidadão apresenta na plataforma projetos para ajudar a comunidade e as
pessoas ou organizações que gostarem da ideia doam dinheiro. É como um Kickstarter, mas
com foco mais social.
Ele diz que, a curto prazo, o site auxiliaria na
implementação de projetos mais simples, como hortas comunitárias, pequenos
eventos e bicicletários, mas que com o tempo seria possível iniciativas mais
ambiciosas, como a comunidade assumindo espaços públicos outrora abandonados, por
exemplo.
Cidadãos ativos
“O que precisa ficar claro é que o Commun não irá servir
para financiar projetos como por exemplo: novas linhas de ônibus, asfaltamento
de ruas, escolas ou postos de saúde. Isto faz parte das responsabilidades do
poder público, que tem uma melhor visão de onde deve ser feito este tipo de
melhoria”, ressalta o designer. Para ele, a longo prazo, ocorreria uma mudança
gradativa que transformariam as pessoas de simples consumidores do poder
público a cidadãos ativos na sua cidade.
Guilherme foi motivado a criar o projeto pela firma onde
trabalha, a Huna, empresa de tecnologia especializada em Experiência do
Usuário. Ele está em busca de investidores para acelerar a estreia do site,
visto que tem pouco tempo para trabalhar diariamente no projeto, e faz um
convite: “Para aqueles que quiserem parar de reclamar dos problemas da cidade e
começar a ajudar a resolvê-los através de produtos digitais, estamos sempre de
portas abertas”.
Se você quiser ajudar, financiar ou participar da
proposta, basta entrar em contato com o designer através dos contatos no site
oficial da Huna.
Disponível em < http://www.tecmundo.com.br/sustentabilidade/54916-ideias-tecnologicas-inovadoras-mudar-brasil-parte-1-4.htm?utm_source=outbrain&utm_medium=recomendados&utm_campaign=outbrain=obinsite
> Acesso dia 05 de junho de 2014.

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