Ciência -
Mundo Científico –
Indústria
do esporte movimenta US$ 1 trilhão no mundo
Por Amcham Brasil
27 de janeiro de 2015
O esporte é a paixão que mais movimenta dinheiro no mundo.
Estima-se que, em suas mais diferentes modalidades, do futebol ao tênis, essa
indústria gere em torno de US$ 1 trilhão por ano e exiba um dos maiores
percentuais de crescimento entre os principais setores da economia, segundo
Clarisse Setyon, professora do curso de especialização em Marketing Esportivo
da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Para ela, o que
movimenta a economia do esporte se resume a uma palavra: paixão.
Enquanto o marketing tradicional
trabalha sobre pilares de quatro P – preço, produto, promoção e praça –, o
marketing esportivo usa cinco. “A paixão ultrapassa e se sobrepõe aos outros
quatro”, afirma ela, que participou do comitê aberto de Marketing da Amcham-São
Paulo nesta quarta-feira
(28/03) para debater o tema “Marketing esportivo, a oportunidade de uma
indústria em crescimento”.
“A Copa do Mundo [de 2014] e os Jogos Olímpicos [do Rio de
Janeiro, em 2016] ajudam, mas esse setor é movido a paixão: uma camiseta
Nike sem paixão (apenas com o logotipo da fabricante) sai por R$ 79,90. Mas,
agregada a uma paixão, como a do time do Corinthians, custa R$ 189,90. É esse o
efeito sobre o preço”, argumenta.
Sensação e experimentação
A especialista avalia que quem consome esporte está, na
verdade, adquirindo uma sensação positiva. Ir a um estádio assistir a uma
partida tem o mesmo efeito de um show de música, compara. “Ninguém se lembra de
um comercial visto na TV no dia anterior. Mas uma pessoa se lembra de um evento
ao qual compareceu por semanas. É a sensação que vale”, analisa.
Quando alguém adquire uma sensação, está pagando para
dedicar seu tempo a desfrutar de uma série de eventos memoráveis. “É um
envolvimento pessoal que representa muito dinheiro”, destaca a consultora.
É por isso que a experimentação de produtos ou serviços vem
ganhando força. Ela tomou parte do negócio de forma que as pessoas não querem
apenas comprar mais ou acumular mais conhecimento. “Agora queremos experimentar
mais.”
Oportunidades
No Brasil, o movimento gerado pela indústria do esporte é
de, em média, de R$ 31 bilhões por ano, equivalente 3,3% do Produto Interno
Bruto, calcula Clarisse, da ESPM.
De olho nesse mercado, grandes
agências de marketing esportivo do globo se preparam para aportar no
País. “A vinda das maiores agências mundiais ao Brasil mostra que há muita
oportunidade para esse business que é o esporte.”
O setor esportivo deve crescer a uma taxa anual de 3,8% até
2013, segundo relatório da consultoria PricewaterhouseCoopers. “Na América
Latina e no Brasil, essa expansão deve ser ainda mais intensa não só
porque são países que estão mais atrasados do que os europeus e americanos, mas
também pela perspectiva de grandes investimentos por conta da Copa e das
Olimpíadas.”
Case Latin Sports: a
disseminação de eventos esportivos no Brasil
Projeta-se que a Copa e as Olimpíadas gerem juntas R$ 183
bilhões entre 2012 e 2016. Mas o setor esportivo não se resume a
futebol ou esportes olímpicos. As corridas de rua crescem a uma taxa média
anual de 25% ao ano. E não só elas: as academias de ginástica se disseminam
pelas periferias do País, atingindo 4,2 milhões de brasileiros – 66% deles nas
classes C e D.
Carlos Galvão, sócio fundador da Latin Sports, agência
especializada em marketing esportivo, analisa que há um “caminho sem
volta” na questão do bem-estar individual. Quando começou, em 2004, havia perto
de 100 mil corredores de rua federados na cidade de SP. “Hoje, temos 800 mil.
Em 2011, tínhamos 13 eventos de corridas de rua. Em 2012 faremos 176 - mais de
três eventos simultâneos por final de semana.”
Case ESPN: o desafio dos
canais esportivos
Marcelo Pacheco, diretor de Marketing e Vendas da ESPN, diz
que investir e anunciar em eventos cada vez mais variados vai forçar as
empresas a diversificarem também seus meios de divulgação. “Não importa
onde se esteja, sempre haverá uma tela à disposição”, aposta.
“O que temos feito é olhar para
todas e pensar qual conteúdo colocar em cada uma. Além do jogo da TV, há como
colocar regras e estatísticas do jogo no tablet,
por exemplo. E isso muda a vida do anunciante.”
Texto em PDF:
Disponível em < http://www.amcham.com.br/gestao-empresarial/noticias/industria-do-esporte-movimenta-us-1-trilhao-no-mundo
> Acesso dia 27 de janeiro de 2015.

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