Ciência -
Mundo Científico –
Mais velho da
Série A, Vasco mostra fôlego e corre média de 103 km/jogo
Por GE
09 de outubro de 2015
Fôlego de garo...
quer dizer, de veterano mesmo. Com média de 30,4 anos, o Vasco tem o time mais
velho do Campeonato Brasileiro, em comparação envolvendo os titulares dos
demais 19 clubes participantes. E mesmo assim vem se destacando fisicamente
nesta reta final de temporada, provando que idade não é documento. Considerando
apenas jogadores de linha, a atual equipe titular de Jorginho percorre
aproximadamente 103 km por partida. Madson e Andrezinho são os que mais correm,
com média de 13 km cada um, seguidos por Jorge Henrique e seu reserva imediato
Rafael Silva, ambos com 12 km.
Segundo estudos
científicos, a média que um atleta profissional corre durante os 90 minutos é
entre 9 e 11 km, sendo que o trajeto percorrido ao longo do primeiro tempo é
superior em 5% com relação à etapa final. No geral, os meias são os maiores
corredores do futebol. Laterais e alas, por sua vez, são os que mais se
movimentam com a bola nos pés, enquanto os atacantes correm as menores
distâncias, mas chegam a dar piques de até 15 metros em alta velocidade.
O bom condicionamento físico pode ser observado na maratona de jogos. Com duas partidas por semana, o Vasco não revezou jogadores e manteve o pique brigando para escapar do rebaixamento no Brasileirão e chegando às quartas de final da Copa do Brasil. Por exemplo: depois de enfrentar o São Paulo com força máxima no Morumbi, numa quarta-feira, quando perdeu por 3 a 0, no domingo o time venceu o clássico com o Flamengo, diante de um rival que teve a semana inteira de preparação. Durante a arrancada que já dura seis duelos de invencibilidade, a equipe levou ampla vantagem física diante de Avaí, Cruzeiro e Ponte Preta.
O bom condicionamento físico pode ser observado na maratona de jogos. Com duas partidas por semana, o Vasco não revezou jogadores e manteve o pique brigando para escapar do rebaixamento no Brasileirão e chegando às quartas de final da Copa do Brasil. Por exemplo: depois de enfrentar o São Paulo com força máxima no Morumbi, numa quarta-feira, quando perdeu por 3 a 0, no domingo o time venceu o clássico com o Flamengo, diante de um rival que teve a semana inteira de preparação. Durante a arrancada que já dura seis duelos de invencibilidade, a equipe levou ampla vantagem física diante de Avaí, Cruzeiro e Ponte Preta.
Uma das estratégias
utilizadas no Vasco para combater o desgaste da maratona de jogos é poupar os
jogadores nos treinos, priorizando a recuperação física no Centro Avançado de
Prevenção, Recuperação e Rendimento Esportivo (Caprres) e preservando os
atletas para as rodadas seguintes. O lado ruim é que, com isso, não sobra tempo
para trabalhar a parte tática, um risco calculado por Jorginho. O técnico,
porém, ganhou raros 10 dias de preparação até o duelo contra a Chapecoense, na
próxima quinta-feira, e vem realizando treinos fechados em São Januário para
desenvolver a equipe.
- Essa semana vem
sendo muito importante. Está dando ao Jorginho um tempo a mais para trabalhar.
Já havíamos tido alguns dias de preparação na semana passada, em virtude da
divisão do grupo para o jogo com o São Paulo, mas apenas agora a comissão
técnica tem a possibilidade de ajustar a parte tática. Esse tempo é bom também
para que alguns jogadores possam descansar. O próximo jogo é muito importante
para nós e com temos tudo para chegar nele ainda mais preparados - declarou
Júlio César ao site oficial do clube.
Novidade do Vasco
em 2015, o Caprres anunciou no início do ano que o time iria se destacar
fisicamente ao longo da temporada. Dito e feito. E comemorado nas redes
sociais pelo coordenador científico do projeto, Alex Evangelista, enaltecendo o
trabalho conjunto que permitiu ao clube chegar na reta final do Brasileirão com
o departamento médico vazio. Apenas Diguinho e Eder Luis ainda não estão à
disposição de Jorginho: o volante trata um desequilíbrio muscular e está em
fase final de transição, enquanto o atacante faz tratamento de fortalecimento
muscular.
- A pergunta que eu
mais gostaria que fosse feita: além da inovação tecnológica trazida para o C.R.
Vasco da Gama a partir do intercâmbio com a NBA, gostaria também de ser
perguntado como está o DM (departamento médico) do clube? Acredito que de nada
adiantaria tal tecnologia se o DM estivesse cheio. Sendo assim, com muito
orgulho quero parabenizar a equipe Caprres pelo excelente trabalho realizado
até aqui. Pois está sendo possível entregar ao Jorginho todos os atletas em
plena reta final de campeonato - escreveu o coordenador em seu Instagram.
A posse de bola
também é outra característica do Cruz-Maltino. Das 29 rodadas do Brasileirão
até aqui, em 14 o time teve o domínio do jogo; em outras 10 acabou dominado
pelo adversário, e em cinco terminou empatado com 50%. De acordo com pesquisas,
os atletas profissionais dão de 80 a 140 toques na bola por partida e ficam com
ela no pé por no máximo um minuto e meio.
Texto em PDF:
Disponível
em < http://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2015/10/mais-velho-da-serie-vasco-mostra-folego-e-corre-media-de-103-kmjogo.html
> Acesso dia 09 de outubro de 2015.

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