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Veja
lista de vencedores do Nobel da Paz dos últimos 25 anos
Por BBC Brasil
09 de outubro de 2015
A revolução na Tunísia, em 2010, levou à queda do governo
e a um processo de transição democrática que contou com atuação, a partir de
2013, do Quarteto de Diálogo Nacional da Tunísia. O grupo premiado é formado
por quatro organizações: um sindicato de trabalhadores (a Central Geral
Tunisiana do Trabalho), um sindicato patronal (a Central Tunisiana da Indústria
e do Comércio), a Ordem dos Advogados da Tunísia e a Liga Tunisiana de Direitos
Humanos.
"Quando o processo democrático estava em risco de
entrar em colapso como resultado de assassinatos políticos e rebelião civil
generalizada, ele (o quarteto) estabeleceu como alternativa um processo
político pacífico. Era um momento em que o país estava à beira de uma guerra
civil, disse Kaci Kullmann Five, presidente do comitê do Nobel. A experiência
relativamente bem-sucedida do país culminou com eleições democráticas em 2014.
Os primeiros ganhadores do prêmio, em 1901, foram o suíço
Jean Henry Dunant e o francês Frédéric Passy. Dunant foi o fundador do Comitê
Internacional da Cruz Vermelha. Passy fundou a Sociedade Francesa de Arbitragem
entre as Nações.
O Nobel da Paz é um dos prêmios criados pelo inventor da
dinamite, o sueco Alfred Nobel. Desde então, já foi concedido 97 vezes para
indivíduos e organizações.
Veja abaixo a lista de agraciados com o prêmio nos
últimos 25 anos.
2015
Quarteto de Diálogo Nacional da Tunísia
Pela "contribuição decisiva para democracia
plural" após Primavera Árabe de 2011.
2014
Kailash Satyarthi, Índia, e Malala Yousafzai, Paquistão
Ativista pelo direito das crianças e adolescente baleada
pelo Tabelã por lutar por Educação tiveram seus esforços reconhecidos pelo
Nobel.
2013
Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq)
Opaq atuava no desmantelamento do arsenal sírio quando
recebeu o prêmio.
2012
União Europeia
"Em reconhecimento por sua contribuição para a paz e
a reconciliação, a democracia e os direitos humanos na Europa".
2011
Ellen Johnson Sirleaf, Libéria, Leymah Gbowee, Libéria, e
Tawakkol Karman, do Iêmen.
Prêmio foi dividido entre três mulheres que lutaram por
igualdade de direitos.
2010 Liu Xiaobo "Por sua longa luta sem violência pelos
direitos humanos fundamentais na China."
2009 Barack H. Obama, presidente dos Estados Unidos "Por esforços
extraordinários para fortalecer a diplomacia internacional e cooperação entre
os povos."
2008 Martti Ahtisaari, ex-presidente da Finlândia, que esteve envolvido
em várias negociações de conflitos como os de Kosovo e do Iraque. "Por
importantes esforços na solução de conflitos em vários continentes, ao longo de
três décadas."
2007 Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na
sigla em inglês) e Albert Arnold (Al) Gore Jr, ex-vice-presidente americano e
ativista em defesa do meio ambiente. "Por seus esforços para aumentar e
disseminar mais conhecimentos a respeito da mudança climática gerada pelo
homem, e abrir caminho para medidas necessárias para conter estas
mudanças."
2006 Muhammad Yunus, criador do banco de Microcrédito Banco Grameen, em
Bangladesh "Pelos esforços para criar desenvolvimento econômico e social
vindos de baixo. Paz duradouras não pode ser alcançada a não ser que grandes
grupos da população encontrem formas de sair da pobreza. O microcrédito é um
meio para alcançar isto. O desenvolvimento vindo de baixo também serve para o
progresso da democracia e dos direitos humanos."
2005 Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed
ElBaradei, ex-diretor da agência da ONU "Por seus esforços para evitar que
a energia nuclear seja usada para fins militares e garantir que a energia
nuclear para fins pacíficos seja usada da maneira mais segura possível."
2004 Wangari Muta Maathai, ativista humanitária do Quênia "Por sua
contribuição para o desenvolvimento sustentável, democracia e paz".
2003 Shirin Ebadi, militante iraniana pelos direitos humanos. "Por
seus esforços pela democracia e direitos humanos. Ela se concentrou
principalmente na luta pelos direitos das mulheres e crianças".
2002 Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos "Por décadas
de seus esforços incansáveis para encontrar soluções pacíficas para conflitos
internacionais, para o progresso da democracia e direitos humanos e para
promover o desenvolvimento econômico e social".
2001 Organização das Nações Unidas (ONU) e Kofi Annan,
ex-secretário-geral da organização "Por seu trabalho para um mundo mais
organizado e pacífico".
2000 Kim Dae-jung, ex-presidente da Coreia do Sul "Por seu
trabalho pela democracia e direitos humanos na Coreia do Sul e no leste da Ásia
em geral, e pelos esforços pela paz e reconciliação com a Coreia do Norte em
particular."
1999 Organização Médicos Sem Fronteiras (Médecins Sans Frontières)
"Em reconhecimento pelo trabalho humanitário pioneiro em vários
continentes".
1998 John Hume, líder do partido nacionalista da Irlanda do Norte, o
Partido Social Democrata e Trabalhista, e David Trimble, líder do Partido
Unionista. "Por seus esforços para encontrar uma solução pacífica para o
conflito na Irlanda do Norte".
1997 Jody Williams, ativista, e para a Campanha Internacional pela
Proibição de Minas Terrestres "Por seu trabalho pela proibição e retirada
das minas terrestres".
1996 Bispo Carlos Filipe Ximenes Belo, líder da maioria católica
timorense e José Ramos-Horta, presidente do Timor Leste "Por seu trabalho
para uma solução pacífica e conjunta para o conflito no Timor Leste".
1995 Joseph Rotblat, cientista e ativista contra armas nucleares, e a
organização Pugwash Conferences on Science and World Affairs "Por seus
esforços para diminuir o papel das armas nuclear na política internacional e,
no logo prazo, para eliminar estas armas".
1994 Yasser Arafat, líder palestino, Shimon Peres, Yitzhak Rabin,
líderes israelenses "Pelos esforços para criar a paz no Oriente
Médio".
1993 Nelson Mandela e Frederik Willem de Klerk, ex-presidentes da
África do Sul "Pelo trabalho pelo fim pacífico do regime do apartheid e
por abrir caminho para uma África do Sul nova e democrática".
1992 Rigoberta Menchú Tum, ativista guatemalteca pelos direitos
indígenas "Em reconhecimento por seu trabalho por justiça social e
reconciliação étnica e cultural no que diz respeito aos povos indígenas".
1991 Aung San Suu Kyi, líder pró-democracia de Mianmar "Por sua
luta sem violência pela democracia e direitos humanos".
1990 Mikhail Sergeyevich Gorbachev, ex-líder soviético "Por seu
papel de liderança no processo de paz que hoje caracteriza partes importantes
da comunidade internacional".
Texto em PDF:
Disponível
em < http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/10/151009_nobel_paz_tunisia_malala_ss
> Acesso dia 09 de outubro de 2015.

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