Ciência -
Mundo Científico –
Governo vai destinar R$ 10
milhões para pesquisar a fosfoetanolamina
Por Live Science
12 de novembro de 2015
O
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) anunciou nesta quinta-feira
(12) que deverão ser destinados R$ 10 milhões para as atividades ligadas à
pesquisa da fosfoetanolamina em um período de 2 anos. Deste total, R$ 2 milhões
serão alocados do orçamento de 2015. Em 2016 e 2017, serão aplicados mais R$ 8
milhões.
Nesta
quarta-feira, segundo nota da pasta, foi definido pelo ministério um plano de
trabalho para validar tecnicamente a molécula fosfoetanolamina, que poderia vir
a ser usada no tratamento do câncer, caso tenha sua efetividade comprovada. Na
segunda-feira (16), um grupo de cientistas deve apresentar um cronograma
preliminar para a validação dos efeitos da molécula.
A ideia é
que estudos sejam conduzidos por laboratórios que têm parcerias firmadas com o
MCTI, além do Instituto Butantan e de institutos ligados ao Ministério da
Saúde. O grupo envolvido na validação contará ainda com a
participação de uma comissão do Ministério da Saúde (MS) e da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Distribuída
pela USP de São Carlos por causa de decisões judiciais, a fosfoetanolamina é
alardeada como cura para diversos tipos de câncer, mas
não passou por esses testes em humanos, por isso não é considerada um remédio.
Ela não tem registro na Anvisa e seus efeitos nos pacientes são desconhecidos.
Até o
momento, o grupo de pesquisadores que desenvolveu a síntese da fosfoetanolaminaalegava
que os testes clínicos não tinham sido concluídos pois havia má vontade por
parte da Anvisa.
Ministério recomenda não usar
A recomendação do Ministério da Saúde é que as pessoas não façam uso da substância até que os estudos sejam concluídos. Castro afirmou ainda que a preocupação do Ministério a Saúde é que as pessoas deixem de lado os tratamentos já estabelecidos para aderir à substância, que ainda não tem eficácia comprovada.
A recomendação do Ministério da Saúde é que as pessoas não façam uso da substância até que os estudos sejam concluídos. Castro afirmou ainda que a preocupação do Ministério a Saúde é que as pessoas deixem de lado os tratamentos já estabelecidos para aderir à substância, que ainda não tem eficácia comprovada.
Estudos com
seres humanos necessários para que uma substância seja considerada um
medicamento, chamados testes clínicos, têm planejamento e controle rigorosos,
além de um acompanhamento contínuo dos pacientes.
Texto em PDF:
Disponível em < http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/11/governo-vai-destinar-r-10-milhoes-para-pesquisar-fosfoetanolamina.html
> Acesso dia 13 de novembro de 2015.

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