quarta-feira, 31 de agosto de 2011

TREINO CONCORRENTE



TREINO CONCORRENTE. UM ARTIGO DE REVISÃO

Publicado em 31 de agosto de 2011.

Por Giliarde Maciel Feitosa



Bruna Araújo*

Samuel Vidal*

Felipe Piacesi*

Giliarde Feitosa*

Eliane Fontenelle*

Marcos Santos*


Carlos Ernesto**


* Alunos do Curso de Eduação Física da Universidade Católica de Brasília - UCB

** Professor orientador – Mestre em Educação Física – Professor da Universidade Católica de Brasília ( UCB ) - UCB – DF – Brasil.

*** Ano: 17 de novembro de 2010.



RESUMO


A otimização e a periodização é de extrema importância para o melhor desempenho no treinamento concorrente. A literatura internacional tem adotado com freqüência a terminologia treinamento concorrente ( TC) para se referir aos programas que combinam treinamento de força ( TF) e de resistência aeróbia ( TRA) num mesmo período de tempo. O presente estudo tem como objetivo apontara e dirimir 3 hipóteses relacionadas ao treinamento concorrente, sendo elas: 1- O TC melhora tanto a resistência como a força dos atletas, 2- O TC não influi de maneira significativa a Força e a resistência e , 3 - O TC prejudica o Treino de força. Deve se levar em consideração as variáveis de treinamento para melhor desempenho do indivíduo, assim como o objetivo do aluno / cliente / atleta para uma melhor resultado e utilização do TC e quer requer mas estudos para uma evolução do TC.



Palavras Chave: Treino Concorrente, Treino resistido, Treino de força, Resistência aeróbia.


INTRODUÇÃO



O sedentarismo da vida moderna, aliado a outros fatores, impôs ao homem a necessidade do exercício. As pessoas se exercitam porque, cientificamente, provou-se que poderão melhorar sua qualidade de vida através de uma atividade física. O treinamento de força é muito procurado. É uma forma de atividade física que possibilita o aumento de massa magra, ganho de força e potência muscular, além dos benefícios relativos à saúde. Este tipo de treinamento tem sido apontado em inúmeros casos como efetivo método no aumento da força e hipertrofia muscular, saúde, prevenção e reabilitação. (ZANON, 2008).

Zanon (2008) também diz que o treinamento aeróbio tem como objetivo a melhora da capacidade aeróbia, visando aumentar o VO2 máximo (consumo máximo de oxigênio), tanto para fins de saúde, para a redução do peso corporal (e também percentual de gordura), como também ter o objetivo final à melhora da saúde e qualidade de vida do indivíduo.

A literatura internacional tem adotado com freqüência a terminologia treinamento concorrente (TC) para se referir aos programas que combinam treinamento de força (TF) e de resistência aeróbia (TRA) num mesmo período de tempo, assim como as possíveis adaptações antagônicas produzidas pelo treinamento dessas duas capacidades motoras. (PAULO, 2005)

O objetivo do presente artigo de revisão foi apontar e dirimir três hipóteses relacionadas ao treinamento concorrente, sendo elas: 1 - O treinamento concorrente melhora tanto a resistência como a força dos atletas, 2 - O treinamento concorrente não influi de maneira significativa à força e à resistência e 3 - O treinamento concorrente prejudica o treino de força.

Em relacao ao desempenho nos dois tipos de exercicio, embora os achados sejam discordantes, acredita-se que a ordem de execucao do treinamento interfira na tarefa principal (PANISSA, 2009). Adotaremos, então, a literatura que evidencia o treino aeróbio antes do treino de força.



TREINAMENTO CONCORRENTE


Para se obter o máximo desempenho em algumas atividades físicas específicas são necessários a adoção de estratégias que possibilitem a otimização do treinamento. (CASTINHEIRAS, 2009).

O American College of Sports Medicine – ACSM atualmente recomenda o treinamento concorrente como uma forma efetiva de prescrição da atividade física para a população, uma vez que este associa a resistência aeróbica e o fortalecimento muscular em um único programa de treinamento (VIANA, 2007).

Muitos atletas e esportistas realizam simultaneamente treinamento de força e de resistência aeróbica para melhorar seu desempenho (ANDRADE, 2008).

O treinamento de força provoca adaptações morfo-funcionais específicas e diferenciadas quando comparadas às adaptações que advêm do treinamento de resistência aeróbica (Hass et al., 2001, citado por PAULO, 2005). Em geral, as adaptações resultantes deste tipo de programa incluem aumento da massa corporal magra, aumento da massa óssea, melhora na coordenação inter- e intra-muscular (Dudley & Fleck, 1987, citado por PAULO, 2005).

Paulo (2005) aponta que O efeito agudo do exercício aeróbio prejudicaria o grau de tensão desenvolvido durante a sessão de treinamento de força, mas cronicamente, trabalhar de forma isolada é que causaria o efeito de diminuição na força ou no rendimento aeróbio uma vez que algumas dessas adaptações podem ser consideradas como antagônicas para o rendimento dessas capacidades.

O estudo de Andrade (2008) mostra que o treinamento de resistência melhora o consumo máximo de oxigênio, a capacidade oxidativa, aumenta as atividades das enzimas aeróbicas, estoques de glicogênio intramuscular e as densidades mitocondriais e capilares nos músculos, pouca ou nenhuma hipertrofia muscular. No mesmo estudo, confirma que o treinamento concorrente melhora a capacidade aeróbica e a resistência, entretanto, as melhoras são maiores quando o treinamento de resistência precede o de força, mas os achados também sugerem que houve uma diminuição de suporte metabólica para hipertrofia no grupo força e que uma manutenção ou aumento no suporte enzimático nos grupos de resistência ou concorrente tornou a hipertrofia menor ou ausente.

Quanto à prática, a realização dos exercícios nas diferentes ordens de execução afetou apenas o consumo de oxigênio no inicio da sessão de exercício de forca. Contudo, essas alterações fisiológicas não tiveram magnitude suficiente para ocasionar diferenças no gasto energético. Portanto, a ordem de execução dos exercícios não é um fator importante para maximizar o gasto energético. (PANISSA, 2009)

Como Andrade (2008) diz, a literatura para esse assunto ainda é escassa.



CONCLUSÃO


Deve-se salientar que para se ter resultados expressivos devemos ter a noção exata daquilo que o cliente / atleta tem de objetivo. Se for um atleta temos que levar em consideração qual é sua modalidade esportiva , a particularidade dela e se deve ou não fazer no treinamento concorrente sua utilização. Assim como em clientes, observando as questões prioritárias para um melhor desempenho e onde se encaixa a utilização do treinamento concorrente. A otimização do treinamento assim como sua periodização, será a grande percepção do profissional de Educação Física para obter resultados expressivos que levam uma conclusão plausível da analise proposta. O treinamento aeróbio intenso prejudica o treino de força mas o treinamento aeróbio de média intensidade não prejudica o treino de força e melhora as capacidades cardio-respiratórias dos alunos/clientes/atletas.

No caso de atletas, temos que ter em vista, também, o ambiente onde o treino concorrente irá acontecer. Se no local de treino da modalidade, dando mais ênfase ao treino resistido, ou se em local com aparelhagem de musculação, explorando mais o treino de força.

Para alunos e clientes normais, o American College of Sports Medicine – ACSM atualmente recomenda o treinamento concorrente como uma forma efetiva de prescrição da atividade física para a população, uma vez que este associa a resistência aeróbica e o fortalecimento muscular em um único programa de treinamento (VIANA, 2007).


REFERÊCIAS


ANDRADE, N. Uma revisão sobre treinamento concorrente. Ensaios e ciência: Ciências biológicas, agrárias e da saúde. São Paulo, 2008.


CASTINHEIRAS, Neto. 2009 . Aspectos Metodológicos do Treinamento Concorrente.


PANISSA, V. Et al .Exercício Concorrente: Análise do efeito agudo da ordem de execução sobre o gasto energético total. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. São Paulo, 2009.


PAULO, A. Et, al. Efeito do treinamento concorrente no desenvolvimento da força motora e da resistência aeróbia. São Paulo, 2005.


VIANA, M. FILHO,J. DANTAS, E. PERES, A. Efeitos de um programa de exercícios físicos concorrentes sobre a massa muscular, a potência aeróbica e a composição corporal em adultos aeróbicos e anaeróbicos. Fit Perf J. Rio de Janeiro, 2007.


ZANON, A. ALBANI, C. LEHMKUHL. LIBERALI, R. Avaliação da interferência do treinamento de força no treinamento de potência aeróbia. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício. São Paulo, 2008.









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