Ciência Mundo Cientifico –
Análise do hálito pode identificar
infecção no pulmão, diz estudo
Por BBC
Brasil
11 de
janeiro de 2013
Pesquisadores da
Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, sugerem que a análise do hálito de
um paciente pode detectar bactérias do pulmão e diagnosticar infecções em
minutos, ao invés das semanas geralmente necessárias para exames usuais com o
mesmo objetivo.
O
diagnóstico de infecções do tipo tradicionalmente envolve coletar uma amostra
que é usada para o cultivo da bactéria em um laboratório.
A bactéria é então
testada e classificada, para que os especialistas possam avaliar qual o
antibiótico mais adequado para o tratamento.
Já
o método que analisa o hálito é bem mais rápido e menos invasivo, segundo os
pesquisadores.
Para
este estudo, os cientistas do Colégio de Medicina da Universidade de Vermont
analisaram compostos orgânicos voláteis (VOC, na sigla em inglês) detectados no
hálito que é exalado, vindo dos pulmões. Com estes compostos, eles podem
identificar bactérias diferentes e também variedades diferentes da mesma
bactéria.
A
pesquisa foi publicada na revista especializada Journal
of Breath Research.
Bactérias
Os
pesquisadores infectaram camundongos com duas bactérias comuns em infecções de
pulmão, a Pseudomonas aeruginosa e aStaphylococcus
aureus.
Depois
de 24 horas, eles colheram amostras do hálito dos camundongos.
Os
compostos no hálito dos roedores foram analisados usando uma técnica chamada
espectrometria de massa secundária com ionização por electrospray (SESI-MIS, na
sigla em inglês), que é capaz de detectar elementos extremamente pequenos
presentes no hálito.
Os
pesquisadores encontraram uma diferença "estatística significativa"
entre os perfis do hálito dos ratos infectados com as bactérias e aqueles que
não foram infectados.
Eles
também conseguiram diferenciar duas bactérias diferentes e duas variedades
diferentes da Pseudomonas aeruginosa.
Jane
Hill, uma das autoras do estudo, afirmou que ainda existem alguns obstáculos e
os testes do novo exame continuam.
"Agora
estamos colaborando com colegas para retirar amostras de pacientes e demonstrar
os pontos fortes e as limitações da análise de hálito", afirmou.
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