Ciência Mundo Cientifico –
Superbactéria 'carnívora' causa infecção
rara em perna de britânico
Por BBC Brasil
10 de janeiro de 2013
Um homem britânico quase
morreu após um pé-de-atleta evoluir para uma infecção com uma superbactéria
"carnívora".
Mais
de dois meses após a doença, que ameaçou necrosar sua perna, e várias semanas
de internação hospitalar, Steven Holzman conseguiu livrar-se da bactéria, mas
ainda tem de andar com a ajuda de muletas e não pode trabalhar.
Holzman inicialmente
tratou o pé-de-atleta com um creme comprado sem receita numa farmácia.
Mas
no dia seguinte, com o pé inchado, ele teve de ser internado às pressas em um
hospital local, onde passou por três operações em quatro dias.
Tecidos apodrecidos
Os médicos descobriram
que ele havia desenvolvido uma doença conhecida como "fasceíte
necrosante", uma infecção extremamente grave, que necrosou parte de seus
tecidos do pé até o quadril.
Eles
acreditam que Holzman tenha contraído a rara infecção bacteriana por meio de um
pequeno corte em seus dedos enquanto trabalhava como pedreiro, quando mantinha
pés sempre úmidos.
Holzman
conta que quando as gazes foram retiradas após a primeira operação, havia
"um buraco no topo do pé".
"Fiquei
absolutamente aterrorizado. Não sabia quando aquilo ia parar, ou se ia parar
alguma hora", diz.
A
infecção continuou crescendo até chegar ao osso do quadril.
"Fui
para a minha última operação sabendo que eu podia voltar da sala de cirurgia só
com uma perna, em vez de duas", conta Holzman.
"Tenho
muita sorte de ter sobrevivido, mas tenho ainda mais sorte de ainda ter minha
perna", diz.
Segundo
o cirurgião Anthony Armstrong, que tratou de Holzman no Hospital de Wexham
Park, no condado de Surrey, a infecção contraída por ele era conhecida no
passado como "pé de trincheira", comum em soldados da Primeira Guerra
Mundial submetidos a longa exposição a condições úmidas, frias e insalúbres.
"Mesmo
nos dias de hoje, com a medicina moderna e os cuidados e as técnicas cirúrgicas
modernas, os pacientes ainda podem morrer desse problema se ele não for
diagnosticado e tratado efetivamente e rapidamente", afirma.
Texto em PDF:
Disponível em :

Nenhum comentário:
Postar um comentário