quinta-feira, 9 de maio de 2013

Ciência – Mundo Cientifico - Especial: Consumo colaborativo avança na América Latina



Ciência – Mundo Cientifico -

Especial: Consumo colaborativo avança na América Latina

Por Discovery Brasil
01 de março de 2013

Compartilhamento de veículos, serviços de empréstimo de bicicletas, troca, aluguel ou doação de objetos, ferramentas de financiamento coletivo, alojamentos comunitários. O consumo colaborativo se expande ao redor do mundo como uma forma responsável de ter acesso a produtos e serviços sem a necessidade de pagar por eles.
Embora o crescimento desses mecanismos estejam, em parte, relacionados à uma necessidade de repensar as formas de produção e de consumo devido aos atuais problemas ambientais, são as crises econômicas que aceleram o processo: as recessões nos Estados Unidos e Europa nos últimos anos contribuíram para que essa forma de consumo se expandisse nessas regiões com mais velocidade.
Como vários países da América Latina registram crescimento econômico e políticas de estímulo ao consumo, esta tendência demorou mais tempo para tomar impulso na região. Mas o auge do desenvolvimento tecnológico e das redes sociais levou os empreendedores e cidadãos a descobrir os benefícios dessas propostas, que convidam as pessoas a compartilhar em lugar de possuir, um conceito em expansão.
Neste artigo, conheça alguns serviços e projetos de consumo colaborativo em andamento em países da América Latina:

Brasil

Uma das propostas mais conhecida de mobilidade compartilhada no Brasil é a Zazcar, que funciona desde 2009 com sede em São Paulo, e se baseia em um sistema de aluguel de automóveis com mais de 60 veículos e dois mil clientes. Já o sistema Samba permite alugar bicicletas disponíveis em estações na cidade do Rio de Janeiro.
O Brasil conta com propostas de crowdfunding como Catarse, Impulso e Soul Social. Quanto ao intercâmbio de objetos, destacam-se iniciativas como Livra Livro, que conta com numerosa obras para troca, eDescolaAi, site em que se pode alugar ou permutar todo tipo de produtos. Por fim, existem propostas comoDesapegue, que realiza eventos mensais em São Paulo para troca de roupas e objetos.

Argentina

Este país sul-americano conta com projetos de mobilidade compartilhada, como Vayamos Juntos, cuja plataforma gratuita permite que motoristas e passageiros entrem em contato depois de indicar o destino, a hora e as preferências da viagem. En Camello é um projeto similar e gratuito, com sede em Buenos Aires, que divulga e busca caronas. Quanto ao bicing, desde 2009 a Cidade Autônoma de Buenos Aires conta com o programa Mejor en Bici, utilizado diariamente por 3 mil pessoas.
A proposta de crowdfunding da Ideame é uma das mais conhecidas da Argentina e da América Latina. Com sedes também no Brasil, Uruguai, Chile, México e Estados Unidos, ela faz a ligação entre os criadores que divulgam uma ideia e produtores dispostos a apoiá-la. Dentro do financiamento coletivo, também existem iniciativas como a BananaCash, com foco em cinema e teatro.

Chile

A Dedo é uma das poucas propostas de mobilidade compartilhada no Chile, e funciona como um serviço gratuito de contato entre pessoas interessadas em compartilhar viagens de carro. O Carpooling é uma comunidade na web que possibilita o mesmo contato. Já os Servicios de Bicicletas Públicas de Providenciasão utilizados por cerca de 3 mil usuários.
O Chile conta com serviços de financiamento coletivo como o InPact.me, para empreendedores sociais, e oCumplo, que coloca em contato pessoas que querem investir com as que precisam de dinheiro emprestado.
Para o intercâmbio de objetos, existem as propostas Trocar, que oferece livros, roupas e serviços eletrônicos; e Tu Closet Mi Closet, que permite vender, comprar e trocar roupas usadas pela internet. Quanto ao alojamento compartilhado, sites como o UniPlaces permitem a hospedagem de universitários em casas de particulares.

Colômbia

Neste país, o consumo colaborativo está presente com o Easy Way, que propõe reduzir a quantidade de veículos compartilhando viagens. Também são interessantes os projetos de co-working, espaços abertos que permitem compartilhar o local de trabalho. Um deles é o HubBog, que há mais de três anos funciona em Bogotá, oferecendo escritórios de trabalho compartilhados.
Em relação ao crowdfunding, La Chévre abre caminho para o financiamento de projetos, auxiliando seus idealizadores a transformá-los em realidade.

Uruguai

Embora o Uruguai conte com poucas propostas de consumo colaborativo, existem algumas iniciativas que, pouco a pouco, vão ganhando espaço. É o caso de Voy Contigo, o projeto de mobilidade compartilhada mais conhecido do país. Consiste em uma plataforma que permite publicar e procurar viagens para compartilhar traslados em qualquer ponto do país.

Peru

No Peru, destacam-se Las Traperas, un um coletivo com sede em Lima que promove a reciclagem e o reuso de roupas e objetos para reduzir o consumo.
Em relação ao uso de veículos, as propostas de mobilidade compartilhada não são muito difundidas. O mesmo não ocorre com o uso de bicicletas: há o programa de empréstimo CicloLima, da prefeitura de Lima.
Você conhece outros projetos de consumo colaborativo na América Latina?

México

Na Cidade do México, destacam os serviços de mobilidade compartilhada Aventones e Carrot, ambas fundadas por jovens universitários.
A primeira se baseia em um sistema on-line, em que os usuários podem se organizar para coincidir rotas e horários e assim compartilhar seus meios de transporte. Já o Carrot oferece um serviço de aluguel de veículos por breves períodos, o que faz com que, em um mesmo dia, um mesmo carro tenha vários usuários. Segundo a empresa, cada veículo alugado tira de circulação 20 automóveis particulares.
Além do compartilhamento de veículos no México, existe o Ecobici, um sistema público de aluguel de bicicletas que permite que uma mesma bicicleta sirva a diferentes destinos e usuários.
Também há projetos de troca e doação de objetos, como o Mil y un Vestidos, uma comunidade on-line que facilita o aluguel de roupas femininas, e a Trueque & Maroma, que propõe a troca de roupas e acessórios por meio da realização de diferentes eventos. Quanto ao crowdfunding, o sistema de financiamento coletivo, destaca-se Fondeadora, que coloca em contato empreendedores e investidores para viabilizar projetos criativos.

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