Ciência
– Mundo Cientifico –
A Relação entre o sono e desempenho
esportiva
Por Discovery Brasil
28 de novembro de 2013
Em 1911, o
pesquisador Leonard Ayres descobriu que ciclistas pedalavam mais rápido quando
havia uma banda tocando ao fundo, em vez de silêncio absoluto. A descoberta foi
a pedra angular de uma disciplina que estuda como a música afeta o cérebro e o
desempenho atlético. Um estudo chegou a comprovar que músicas de até 145
músicas BMP (ou batidas por minuto) reduzem a sensação de cansaço durante o
exercício.
Música,
cérebro e atividade física andam de mãos dadas, mas o que acontece quando o
corpo precisa descansar? Uma pesquisa da Escola de Medicina da Universidade da
Pensilvânia revela que os incômodos sonoros na hora de dormir podem ter um
impacto negativo sobre o organismo.
Os
pesquisadores analisaram como os ruídos afetam o corpo durante o sono
superficial, a etapa posterior ao sono REM. Mathias Basner, autor do estudo,
explica que basta um ruído moderado ou leve para perturbar a serenidade
necessária durante o período de repouso, e conclui que a exposição a incômodos
sonoros ou a interrupção do sono superficial podem afetar o desempenho
esportivo.
Os resultados
coincidem com outra pesquisa, que indica que a interrupção do sono aumenta a
sensação de cansaço e faz com que o praticante abandone o exercício antes do
tempo.
Além disso, os
ruídos noturnos podem causar outras complicações a longo prazo. “O aparelho
auditivo funciona quase o tempo todo. Quando dormimos, as percepções do ouvido
ativam o sistema cardiovascular e aumentam a pressão arterial, predispondo o
organismo a encontrar a origem do som. A pressão arterial durante o sono
deveria se manter em níveis baixos”, explica Basner. Isso indica que qualquer
ruído superior a 55 decibéis pode fomentar o surgimento de doenças
cardiovasculares (como referêcia, uma conversa entre duas pessoas tem, em
média, 60 decibéis, e o trânsito moderado chega a 70).
O nível de som
ideal durante a noite não deve ser superior a 40 decibéis. Ruídos contínuos,
como o do ventilador, perturbam menos que os repentinos e intermitentes. “Feche
as janelas durante a noite ou, se possível, durma em quartos que não dão para a
rua”, recomenda Basner.
Ele também
alerta para a importância de não se deixar levar pelo hábito. “O corpo se
acomoda com muita facilidade. Se você passa dormir em um lugar mais barulhento
que o anterior, o corpo se adapta. Você pode não acordar, mas está exposto aos
mesmos efeitos negativos “. Portanto, nunca durma com a TV ou o rádio ligados.
Texto em PDF:
Disponível em < http://esportes.discoverybrasil.uol.com.br/a-relacao-entre-o-sono-e-o-desempenho-esportivo/
> Acesso dia 03 de janeiro de 2014.
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário