Ciência
– Mundo Cientifico –
As 10 chaves do sucesso da maior
rede social do mundo
Por BBC Brasil
04 de fevereiro de 2014
Facebook completa dez anos como a rede mais popular do
mundo
Há exatos
10 anos, nascia a rede social mais popular do mundo, o Facebook. Nesse período, a
empresa fundada por Mark Zuckerberg revolucionou a Internet e remodelou a
maneira como se interage online.
Atualmente, o Facebook conta com mais de 1,2 bilhão de usuários, dos quais 81% fora dos Estados
Unidos e do Canadá.
Para marcar a data, a BBC Mundo elencou as dez chaves do
sucesso da rede social.
1 - Pensar
"fora da caixa"
Nos seus primórdios, quando ainda
se chamava Facemash.com, a rede social permitia aos estudantes da Universidade
de Harvard, nos Estados Unidos,
compararfotos de duas
mulheres e eleger a mais bonita. O site acabou fechado pela direção da
universidade, mas franqueou a Mark Zuckerberg suficiente credibilidade para
criar um outro site, batizado de “TheFacebook”, uma rede social exclusiva para
estudantes de universidades prestigiadas do país.
O mais importante, porém, foi que
o Facebook mudou "as regras do jogo". Não foi a primeira rede social do mundo, mas conquistou o pioneirismo em promover
um crescimento sustentável a ponto de ter mais da metade de todos os usuários
de redes sociais do mundo cadastrados em seu banco de dados.
2- Tentar e errar
Grandes empresas de tecnologia, como o Google, gostam de alardear que a inovação faz
parte de seu DNA e que preferem tentar e fracassar quantas vezes forem
necessárias a se conformarem com o sucesso alcançado.
O Facebook segue a mesma filosofia quando se analisa a
quantidade de projetos e produtos lançados que, no entanto, não tiveram a
esperada acolhida por parte do público.
O Beacon, por exemplo, era uma tentativa de mostrar na
rede social o que os usuários faziam fora dela: o projeto, no entanto,
fracassou em meio a acusações de invasão de privacidade. Já o Facebook Home era
uma interface para celulares Android na qual a rede social se tornaria o
principal eixo de experiência no telefone, mas, a julgar pelo número de downloads
do programa e vendas do único aparelho que vinha com o programa instalado de
fábrica, o resultado foi decepcionante.
Por fim, o Graph Search, o sistema de buscas alardeado
pelo próprio Facebook como uma ferramenta que revolucionaria a forma como
encontramos informação na Internet não atraiu demasiada atenção e só funciona
em desktops.
3 - Crescer,
crescer e crescer
Em dez anos, o Facebook passou de
uma página restrito a estudantes a um site com 1,2 bilhão de usuários em todo o mundo, 750 milhões dos
quais acessam a rede social ao menos uma vez por dia. Desde seu lançamento,
foram mais de 4 bilhões de “curtidas” diárias, totalizando 1,3 trilhão nessa
última década.
O Facebook também exibe números superlativos quando se
trata do tempo que os usuários passam verificando suas atualizações: a média
mundial é de 8,4 horas por mês. Na América, o índice é ainda maior: 10,6 horas.
4 - Comprar
concorrentes
O Facebook desenvolveu uma estratégia por meio da qual
identifica potenciais competidores e, em caso de ameaça, tenta comprá-los. Mas
nem sempre isso é possível. Quando a empresa recusa a venda, a rede social tem
um plano B: desenvolve o mesmo produto que o concorrente, tirando-o mercado.
Os melhores exemplos de boas aquisições são o Instagram e
o Snapchat. Pelo primeiro, o Facebook pagou US$ 1 bilhão (R$ 2,4 bilhões),
quando a empresa fundada por Kevin Systrom and Mike Krieger tinha apenas 13
empregados. Naquela época, no entanto, já era claro que mais e mais
adolescentes estavam usando o Instagram como plataforma principal para
compartilhar fotografias.
Quando Snapchat – aplicativo que permite o envio de fotos
com a segurança de que as imagens serão posteriormente apagadas automaticamente
- começou a ganhar força, Zuckerberg tentou recorrer a mesma estratégia, mas
fracassou. O Snapchat não quis ser comprado. Como resultado, o Facebook está
apostando em seu próprio aplicativo, o "Messenger".
Ainda há dúvida, no entanto, se logrará o mesmo êxito.
5 - Adequar-se aos
dispositivos móveis
Rede social foi criada pelo americano Mark Zuckerberg
ainda na universidade, em Harvard
O Facebook foi uma das primeiras empresas de tecnologia a
adotar o modelo conhecido como “celular primeiro”, que significa que todos os
seus produtos e estratégias são pensados para dispositivos móveis (celulares e
tablets) e depois são adaptados a desktops.
A filosofia teria sido implementada há dois anos, por
ordem de Mark Zuckerberg, que já vislumbrava o potencial dos smartphones.
Na atualidade, os maiores esforços da empresa estão
voltados para os dispositivos móveis. O Facebook convida grupos de usuários
para testar produtos antes de liberá-los no mercado. Uma nova versão do
Facebook para desktop que está sendo testado, por exemplo, divide a tela em
três telas menores, em um estilo semelhante ao do tablet.
6 - Saber a hora
certa de abrir o capital
O Facebook seguiu a estratégia de arrecadar dinheiro com
investidores privados antes de sentir que estava suficientemente maduro para
sair ao mercado. A rede social esperou muitos anos para ter suas ações
negociadas no pregão. O momento ideal chegou em maio de 2012.
Precificadas a um alto valor, as ações caíram fortemente
dias depois da estreia, em meio a temores de investidores de que a empresa
poderia ter dificuldade de obter um crescimento sustentável.
Por dentro do Facebook
·
Foi fundado em 2004
·
Possui mais de 1,2 bilhão de usuários
·
Sua sede principal fica na Califórnia
·
Tem cerca de 6 mil empregados
·
Possui escritórios espalhados por todo o mundo, incluindo o
Brasil
Mas números recentes revelam uma nova tendência para as
receitas da companhia. No último trimestre, o Facebook registrou receitas de
US$ 2,6 bilhões (R$ 6,3 bilhões), um aumento de 63% em relação ao mesmo período
de 2012. No acumulado do ano, a empresa obteve um faturamento de cerca de US$
7,87 bilhões (R$ 19,1 bilhões) e lucro de US$ 1,5 bilhão (R$ 3,6 bilhões), uma
alta de 50% na comparação com o ano anterior.
Mais da metade de suas receitas obtidas por meio de
anúncios publicitários veio de celulares e tablets.
7 - Aproximar-se
dos jovens
Recentemente, alguns estudos colocaram em dúvida o futuro
do Facebook. Segundo eles, jovens e adolescentes estariam abandonando a rede
social devido à "falta de privacidade" à medida que pais e outros
familiares se cadastram no site.
Os números realmente indicam uma redução desse segmento,
mas isso porque aumentou a quantidade de adultos cadastrados.
Ou seja, como há mais pessoas acima de 30 anos
cadastrando-se na rede social, a parcela ocupada por jovens e adolescentes
diminuiu na base total de usuários.
O Facebook está consciente da insatisfação de seu público
mais jovem e está tentando atrai-los novamente com outros produtos, como apps.
8 - Criar
aplicativos
Por ser uma empresa que tem os dispositivos móveis como
essenciais para a sua estratégia, não é de se estranhar que a rede social mais
popular do mundo esteja apostando nos apps, ou aplicativos.
Estratégia do Facebook é comprar apps de sucesso como o
Instagram ou fazer um app similar
Um dos exemplos mais emblemáticos foi a criação do
Messenger, um sistema que permite aos usuários trocar mensagens ao estilo do
popular "Whatsup".
Nas próximas semanas, o Facebook também lançará outro
aplicativo, o "Paper", que agrega conteúdos compartilhados por amigos
e os exibe em forma de revista. A rede já deixou claro que não tem interesse em
fabricar um telefone e sim apps.
9 - Conquistar
novos usuários
O Facebook não quer fabricar telefones, nem relógios
inteligentes, nem óculos. Como, então, a rede social pensa em crescer?
Uma das estratégias é conquistar novos usuários.
Estimativas apontam que há 4,4 bilhões de pessoas sem acesso à Internet e, por
consequência, sem acesso ao Facebook no mundo.
O objetivo da companhia é incluir todo esse contingente
no mundo digital. Para isso, formalizou parceiras com fabricantes de celulares
como Samsung, Ericsson e Qualcomm para recuperar redes móveis velhas e permitir
que nelas se transmitam dados a regiões que carecem de conexão.
10 - Fidelizar
clientes antigos
Pressuposto básico de qualquer estratégia de marketing, a
fidelização de clientes antigos é acompanhada com atenção pelo Facebook,
especialmente em meio à profusão de concorrentes.
Para isso, a empresa está constantemente lançando novas
ferramentas de modo a tornar a experiência do usuário a mais completa possível.
Texto em PDF:
Disponível em < http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/02/140204_dez_chaves_sucesso_facebook_lgb.shtml
> Acesso dia 06 de fevereiro de 2014.


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