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Ser bilíngue aumenta a inteligência, diz estudo
Por BBC Brasil
02 de junho de 2014
Níveis de fluência verba e de leitura aumentaram em quem
aprendeu pelo menos uma segunda língua
Falar uma segunda língua
aumenta a inteligência, a fluência verbal e de leitura, mesmo quando o idioma é
aprendido na idade adultas. Essas são as conclusões de um estudo da
Universidade de Edimburgo, na Escócia.
Pesquisadores liderados pelo professor Thomas Bak, do
Centre for Cognitive Ageing and Cognitive Epidemiology, compararam testes de
inteligência de 262 pessoas. O primeiro teste do grupo foi feito quando essas
pessoas tinham 11 anos de idade. O segundo teste foi feito quando já tinham
mais de 70 anos.
O estudo, publicado na revista científica Annals of Neurology, concluiu
que o grupo apresentava habilidades cognitivas significativamente melhores do
que as registradas na infância.
Uma pesquisa anterior já havia concluído que ser bilíngue
pode atrasar em vários anos o desenvolvimento de demência.
Dois tempos
O estudo tomou como ponto de partida resultados de testes
de inteligência feitos em 262 escoceses quando tinham 11 anos de idade.
Os pesquisadores submeteram o mesmo grupo, agora com mais
de 70 anos de idade, a novos testes, e analisaram o estado de suas habilidades
cognitivas na velhice.
Todos os participantes disseram ser capazes de se
comunicar em pelo menos uma outra língua além do inglês.
Desse grupo, 195 aprenderam a segunda língua antes dos 18
e 65 aprenderam depois dos 18 anos de idade. A pesquisa foi feita entre 2008 e
2010.
Inteligência e leitura
As áreas mais afetadas pelo aprendizado de uma nova
língua é a da inteligência e leitura. As conclusões foram as mesmas tanto no
grupo que aprendeu o segundo idioma na infância quanto no que aprendeu mais
tarde.
Durante o estudo, uma das questões levantadas foi se as
pessoas eram mais inteligentes e por isso aprenderam uma segunda língua ou, se
por aprenderem um segundo idioma, tornaram-se mais inteligentes.
Bak disse que o padrão revelado pelo estudo era
"significativo" e que as melhorias na atenção, foco e fluência não
podiam ser explicadas pela inteligência original (constatada a partir dos
testes feitos na infância).
"Esses resultados são de relevância prática
considerável. Milhões de pessoas no mundo adquirem sua segunda língua mais
tarde na vida. Nosso estudo mostra que ser bilíngue, mesmo quando a segunda
língua é aprendida na idade adulta, pode ser benéfico para o cérebro em
envelhecimento".
Texto em PDF:
Disponível em < http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/06/140602_bilingue_demencia_mv.shtml
> acesso dia 03 de junho de 2014.

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