Ciência -
Mundo Científico –
Hospital troca cirurgia de
próstata por laser que 'vaporiza' glândula no DF
Por G1
25 de agosto de 2015
Um hospital particular de Brasília adotou uma técnica menos dolorosa e
mais rápida para tratar pacientes com aumento de próstata: a vaporização do
órgão. Com a ajuda de laser, médicos conseguem pulverizar a glândula e abrir
passagem para a urina. O procedimento é feito com anestesia, dura 40 minutos e
exige 36 horas de observação. A terapia convencional é cirúrgica e prevê pelo
menos um mês para recuperação.
O quadro –
conhecido como hiperplasia prostática benigna – é considerado comum, mas causa
incômodo. Os principais sintomas são demora para começar a urinar, interrupção
involuntária, diminuição da intensidade do jato e acordar diversas vezes à
noite para ir ao banheiro. A identificação da doença ocorre por meio do exame
do toque retal e biópsia.
“Pacientes
que apresentam comorbidades como insuficiência renal, fazem uso de
anticoagulantes [ou] apresentam próstatas muito volumosas podem ser
beneficiados com essa tecnologia”, explica o urologista Frederico Messias.
Dados da
Organização Mundial da Saúde apontam que 80% dos homens com mais de 50 anos
sofrem com o problema. Só no Brasil são 15 milhões nesta situação. A nova
técnica já é usada nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha e na Itália.
Brasília é uma das oito cidades brasileiras a oferecer a alternativa. Coberto
por poucos planos de saúde, o procedimento custa R$ 25 mil.
O
aposentado Geraldo Felipe de Araújo, de 69 anos, passou pelo tratamento em
julho. Ele conta que há cinco anos sofre com problema na próstata. O
procedimento foi recomendado pelo médico.
“Ela [a glândula] murchou e eu não conseguia expelir a urina, não saía. Quando não conseguia jogar toda a urina fora, eu sentia dor, porque tinha a dor de toda a pressão que eu fazia na hora da urina, fora que a bexiga enchia demais”, explica.
“Ela [a glândula] murchou e eu não conseguia expelir a urina, não saía. Quando não conseguia jogar toda a urina fora, eu sentia dor, porque tinha a dor de toda a pressão que eu fazia na hora da urina, fora que a bexiga enchia demais”, explica.
O homem
afirma que a recuperação foi rápida e indolor. Desde então, passa por
acompanhamento com os médicos e faz exames regulares.
“Foi muito
melhor do que fazer a cirurgia tradicional, que a fica uns três, quatro dias no
hospital e sente muita dor por causa da raspagem que fazem na próstata”, afirma
Araújo.
Procedimento
O calor emitido pelo laser desintegra a próstata, atingindo até três milímetros de profundidade. A terapia convencional é conhecida como ressecção transuretral e é feita com um bisturi elétrico. Com a ajuda de uma espécie de alça, o equipamento retira pequenos fragmentos da glândula e acaba provocando sangramentos.
O calor emitido pelo laser desintegra a próstata, atingindo até três milímetros de profundidade. A terapia convencional é conhecida como ressecção transuretral e é feita com um bisturi elétrico. Com a ajuda de uma espécie de alça, o equipamento retira pequenos fragmentos da glândula e acaba provocando sangramentos.
Homens que
queiram se submeter ao novo tratamento precisam, primeiro, passar por avaliação
cardiológica completa e fazer exames de sangue e de urina. Depois de realizada
a vaporização, devem ingerir bastante água e não fazer grandes esforços no
intervalo de 15 dias.
De acordo
com o urologista Frederico Messias, há expectativa de expandir o uso da
técnica, adotada em julho. “Poderia ser usada para tratamento de tumores de
bexiga”, afirma.
Texto em
PDF:
Disponível em < http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/08/hospital-troca-cirurgia-de-prostata-por-laser-que-vaporiza-glandula-no-df.html
> Acesso dia 25 de agosto de 2015.

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